O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pode acrescentar cerca de US$ 5 bilhões por ano às exportações do agronegócio brasileiro, segundo estimativas do Ministério da Agricultura. O impacto deve ser percebido de forma gradual, com maior efeito em até cinco anos após a entrada em vigor, quando a maior parte das tarifas será eliminada.
Atualmente, a União Europeia é o segundo maior destino do agro brasileiro, com exportações anuais de aproximadamente US$ 25,2 bilhões, o que representa 14,9% das vendas externas do setor. Com o acordo, esse volume pode se aproximar de US$ 30 bilhões por ano.
🌍 O que muda com o acordo
Com o tratado de livre comércio, produtos do Mercosul terão melhores condições tarifárias para acessar o mercado europeu, considerado um dos mais remuneradores do mundo, devido à alta renda per capita dos consumidores.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, os impactos variam conforme o setor produtivo, já que cada item possui um cronograma específico de desgravação tarifária — algumas imediatas, outras graduais.
“O acordo é positivo no curto, médio e longo prazo e estimula setores ainda pouco internacionalizados a acessar um mercado estratégico com vantagens tarifárias”, avaliou.
☕🍎 Frutas e café ganham destaque
O acordo prevê tarifa zero e sem cotas para a exportação de produtos como:
Café
Abacate
Limão e lima
Melão
Melancia
Uva de mesa
Maçã
Outros produtos agropecuários, considerados sensíveis pela UE, terão tarifas reduzidas gradualmente ou acesso por cotas, incluindo açúcar, etanol, arroz, mel, milho, queijos e cachaça.
📦 Cotas e protagonismo brasileiro
As cotas serão divididas entre os países do Mercosul, com expectativa de que o Brasil concentre a maior parte, devido à sua relevância produtiva e exportadora. A definição será feita em fóruns técnicos do bloco, com participação de governos e setores privados.
⏳ Quando entra em vigor?
Apesar de o Parlamento Europeu ter solicitado uma revisão jurídica do acordo, a Comissão Europeia sinalizou disposição para aplicação provisória do tratado. O governo brasileiro trabalha com a perspectiva de entrada em vigor no segundo semestre de 2026.
🧾 O que você precisa saber
Impacto estimado: + US$ 5 bilhões/ano nas exportações do agro
Prazo: até 5 anos após vigência
Mercado: União Europeia (2º maior destino do agro brasileiro)
Destaques: café e frutas com tarifa zero
Status: ratificação em andamento

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