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Sexta-feira, 01 de Maio 2026

Polícia

Adolescente mata a família por amor virtual: plano incluía mais mortes

Investigação revela pacto mortal entre jovens de MT e RJ que terminou em triplo homicídio e planos ainda mais sombrios.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Adolescente mata a família por amor virtual: plano incluía mais mortes
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Amor virtual com fim trágico

O Brasil acompanha com perplexidade os desdobramentos de um caso brutal envolvendo dois adolescentes de diferentes estados, unidos por um relacionamento virtual e por um pacto criminoso. Um garoto de 14 anos matou o pai, a mãe e o irmão de três anos no interior do Rio de Janeiro. Agora, a Polícia Civil revelou que sua namorada, de 15 anos, que vive em Mato Grosso, também planejava assassinar os próprios pais.

Segundo a investigação, o casal vinha mantendo conversas online há cerca de seis anos e havia estreitado o vínculo amoroso no último ano. A conexão, inicialmente virtual, se transformou em uma aliança perigosa que resultou em um dos crimes mais chocantes do ano.

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Plano de fuga e dinheiro do FGTS

A motivação por trás do crime ultrapassa a tragédia familiar. O garoto pretendia sacar R$ 33 mil do FGTS do pai — assassinado — para comprar passagens e viajar até Mato Grosso, onde finalmente encontraria a namorada. A jovem, segundo a polícia, o pressionava com mensagens de chantagem emocional, ameaçando romper o relacionamento caso ele não provasse seu "amor" indo ao seu encontro.

Para viabilizar a viagem, o menor pretendia falsificar autorizações dos pais e realizar a compra das passagens com o dinheiro roubado.

"Eles matariam todos que atrapalhassem"

De acordo com o delegado Matheus Soares Augusto, responsável pelo caso, a jovem de 15 anos foi a grande incentivadora do plano e também pretendia matar os próprios pais. O objetivo final, segundo a polícia, era simples e assustador: "Ficar juntos a qualquer custo".

Mensagens trocadas entre os dois revelam que eles chegaram a cogitar métodos para esconder os corpos, incluindo jogá-los a porcos para dificultar a investigação. A frieza e o nível de planejamento impressionaram os agentes que atuam no caso.

Chantagens, ameaças e incentivo ao crime

A adolescente chegou a dizer ao namorado que ele deveria "mostrar que era homem" e que precisava provar sua coragem para finalmente se verem pessoalmente. Os investigadores descobriram também que ela chegou a ameaçar terminar o relacionamento caso ele não fosse encontrá-la. A jovem nega participação direta nos homicídios, mas admite ter conhecimento dos crimes.

Tragédia descoberta pelo cheiro

Os corpos das vítimas foram encontrados no dia 24 de junho, em uma cisterna no quintal da casa da família em Itaperuna (RJ), após vizinhos relatarem um forte cheiro vindo da residência. Ao ser questionado, o garoto tentou enganar os familiares dizendo que os pais haviam levado o irmão ao hospital.

A vizinhança se disse chocada com o ocorrido, descrevendo o adolescente como educado e inteligente, sem qualquer sinal anterior de comportamento violento.

Conclusão: alerta às famílias

O caso levanta um sinal de alerta sobre os riscos de relações virtuais mal acompanhadas por responsáveis. A polícia segue investigando a fundo o grau de envolvimento da adolescente de Mato Grosso e outros possíveis desdobramentos.

Para especialistas, o episódio escancara a importância do acompanhamento emocional de adolescentes, do diálogo entre pais e filhos e da supervisão ativa no ambiente digital.

🧾 O que você precisa saber: 

Tragédia familiar em Itaperuna (RJ): Adolescente de 14 anos matou pai, mãe e irmão de 3 anos.

Parceria mortal: Namorada de 15 anos, de MT, também pretendia matar os próprios pais.

Motivo: Eles queriam ficar juntos e planejavam fugir com R$ 33 mil do FGTS do pai do garoto.

Chantagem emocional: Jovem pressionava o namorado a provar seu amor com o crime.

Plano macabro: O casal cogitou até jogar os corpos para porcos comerem e atrapalhar a perícia.

Investigações em curso: Ambos vão responder por crimes análogos ao homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

FONTE/CRÉDITOS: UOL

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