NOVA VENÉCIA (ES) – A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES), com apoio do serviço de inteligência da Polícia Militar, prendeu na manhã desta segunda-feira (8) a advogada que era considerada a última foragida da Operação Selati. Ela foi localizada escondida em um sítio na zona rural de Nova Venécia, no Norte capixaba.
A prisão representa o desfecho da fase de cumprimento de mandados da operação deflagrada em maio de 2025, que desmantelou uma organização criminosa armada com atuação nos municípios de Viana e Cariacica, na Grande Vitória.
Reincidência e atuação criminosa
Segundo as investigações, a mulher já havia sido presa por participação em um assalto milionário a um escritório de advocacia na Região Metropolitana. Mesmo após a gravidade do crime, ela obteve liberdade provisória, mas descumpriu as medidas cautelares e passou a ser considerada foragida da Justiça.
Durante a Operação Selati, a advogada passou a ser apontada como integrante do núcleo jurídico da quadrilha, com a função de intermediar ordens do líder preso, além de gerir bens e recursos obtidos por meio do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e segurança privada armada clandestina.
Denúncia aceita e processo em andamento
O Ministério Público Estadual apresentou denúncia contra todos os envolvidos na organização criminosa, e a Justiça do Espírito Santo aceitou os pedidos. Os réus agora responderão pelos crimes de:
-
Organização criminosa armada;
-
Tráfico de drogas;
-
Posse ilegal de arma de fogo;
-
Lavagem de dinheiro;
-
Atuação irregular no setor de segurança privada.
A captura da advogada reforça o cerco das forças de segurança contra os agentes que dão suporte jurídico e logístico ao crime organizado.
🔎 O que você precisa saber:
-
A advogada foi presa nesta segunda-feira (8) em Nova Venécia, no interior do ES;
-
Ela era a última foragida da Operação Selati, deflagrada em maio;
-
A criminosa já havia sido presa por assalto milionário e descumpriu medidas judiciais;
-
Segundo a FICCO/ES, ela atuava como intermediária do líder do grupo preso;
-
A Justiça já aceitou denúncia do Ministério Público contra os envolvidos.
