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Terça-feira, 21 de Abril 2026

Agro

Agro capixaba bate recorde histórico e supera R$ 5,6 bilhões em exportações nos primeiros meses de 2025

Crescimento de 7,5% no quadrimestre coloca Espírito Santo acima da média nacional e reforça liderança no mercado global de café, pimenta-do-reino e mamão.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Agro capixaba bate recorde histórico e supera R$ 5,6 bilhões em exportações nos primeiros meses de 2025
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Exportações do agronegócio capixaba crescem e batem recorde no 1º quadrimestre: café, pimenta e mamão puxam alta histórica

O campo capixaba começa 2025 com o pé direito. As exportações do agronegócio do Espírito Santo somaram mais de US$ 998,6 milhões (cerca de R$ 5,6 bilhões) entre janeiro e abril deste ano, um resultado histórico que nunca havia sido alcançado no primeiro quadrimestre da série analisada. O montante representa um crescimento expressivo de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024, superando com folga a média nacional, que registrou avanço tímido de 1,4% no valor exportado — e queda de 3,7% em volume.

Com mais de 774 mil toneladas de produtos agrícolas capixabas embarcadas para 107 países, o Espírito Santo consolida sua posição como um dos principais players do agro brasileiro no comércio internacional. A performance é puxada por um portfólio diversificado, que combina tradição e inovação: do café conilon, carro-chefe da pauta, à crescente valorização de produtos como pimenta-do-reino, pescados, mamão e gengibre.

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Café continua soberano — mas outros produtos ganham fôlego

O complexo cafeeiro segue como o pilar das exportações capixabas, com destaque absoluto: US$ 494,9 milhões gerados apenas nos primeiros quatro meses do ano, o equivalente a quase metade (49,6%) de toda a receita agroexportadora do estado. O café solúvel, em especial, teve alta de 84,1% no valor comercializado, com forte demanda internacional.

Mas o protagonismo do café não ofusca outros avanços notáveis. A pimenta-do-reino saltou 149,2% em valor e 48,2% em volume exportado. Pescados também chamaram atenção, dobrando tanto em valor (+121,4%) quanto em volume (+105,7%). Mamão e carne de frango também registraram crescimento expressivo, confirmando a expansão do agro capixaba em nichos estratégicos.

“Estamos diante de um desempenho histórico. O agronegócio capixaba tem ampliado sua presença global, com produtos de alta qualidade e competitivos no cenário internacional”, celebrou Énio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca. “O café continua sendo nosso principal produto, mas a diversificação e a sustentabilidade têm sido diferenciais importantes.”

Espírito Santo supera o Brasil e conquista mercados exigentes

Enquanto o Brasil como um todo viu apenas um modesto crescimento nas exportações do setor agropecuário, o Espírito Santo se destacou por avançar em valor e volume, mesmo diante de um cenário global marcado por instabilidades e desafios logísticos.

Ao todo, três produtos responderam por mais de 94% do valor exportado pelo Estado no período: café, celulose e pimenta-do-reino. A presença capixaba está se fortalecendo em mercados estratégicos. Os Estados Unidos lideram como principal destino, absorvendo 20,1% do total exportado, seguidos por Turquia (11,2%) e Vietnã (6,4%).

O destaque norte-americano é reflexo direto das mudanças no cenário internacional. Com a inflação impactando a política comercial dos EUA e barreiras tarifárias sendo impostas a concorrentes asiáticos, como Vietnã e Indonésia, produtores capixabas passaram a ocupar mais espaço — especialmente com o café solúvel. O produto representou 41% de todas as exportações capixabas da categoria para o país, movimentando US$ 28,6 milhões.

“O Espírito Santo está posicionado de forma estratégica. Nossa produção sustentável e de alta qualidade encontra espaço em mercados que buscam confiabilidade e rastreabilidade”, destacou Bergoli.

Agro é motor da economia capixaba

Entre janeiro e abril, o agronegócio representou 32,9% de todas as exportações do Espírito Santo. A força do campo ultrapassa barreiras econômicas e se revela como um vetor de desenvolvimento regional, inclusão produtiva e geração de divisas.

Além do café e da pimenta, o Estado foi o maior exportador brasileiro de mamão (41% do total nacional), gengibre (57%) e pimenta-do-reino (67%), consolidando-se como referência em produtos de nicho e alto valor agregado.

Outros produtos que contribuíram para o desempenho positivo foram celulose (US$ 311,9 milhões), carne bovina (US$ 8,8 milhões), chocolates e derivados de cacau (US$ 6 milhões), entre outros.

Projeções e oportunidades para 2025

O Espírito Santo inicia o segundo quadrimestre com projeções otimistas. O bom desempenho até aqui reforça a tendência de crescimento sustentável, diversificação da pauta exportadora e ampliação de mercados.

A expectativa é que, com o fortalecimento das relações comerciais e a consolidação de novos canais logísticos, o Estado consiga fechar 2025 com novo recorde anual nas exportações do agronegócio.

“Esses resultados demonstram a resiliência e a capacidade de adaptação dos nossos produtores e agroindústrias. O Espírito Santo está cada vez mais preparado para competir em um cenário internacional exigente, oferecendo produtos com qualidade, sustentabilidade e identidade”, finalizou o secretário Bergoli.

 

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