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Sexta-feira, 01 de Maio 2026

Polícia

Água a R$ 22 mil, biscoito a R$ 3 mil e milho a R$ 300: golpes escandalizam turistas no Rio

Fraudes com maquininhas de cartão, preços abusivos e manipulação de taxímetros estão entre os crimes combatidos pela Polícia Civil na Zona Sul

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Água a R$ 22 mil, biscoito a R$ 3 mil e milho a R$ 300: golpes escandalizam turistas no Rio
Flagrante de maquininha adulterada por drone - Divulgação
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Uma sequência de golpes aplicados contra turistas na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro levou a Delegacia Especial de Atendimento ao Turismo (Deat), com apoio do 23º Batalhão da Polícia Militar (Leblon), a deflagrar uma operação que resultou na condução de 13 suspeitos à delegacia nesta quarta-feira (18). A ação ocorreu na Praia de Ipanema e faz parte de uma força-tarefa que visa combater fraudes com maquininhas de cartão e outras práticas abusivas.

Entre os casos mais emblemáticos que motivaram a operação estão o de uma água mineral cobrada em R$ 22 mil, um biscoito Globo por R$ 3 mil e um milho por R$ 300. Os suspeitos foram identificados, prestaram depoimento e foram liberados. Já as maquininhas adulteradas foram apreendidas para perícia.

Fraudes tecnológicas e turistas como principais vítimas

De acordo com a delegada Patrícia Alemany, titular da Deat, o golpe com maquininhas de cartão tem se tornado cada vez mais frequente. As estratégias incluem dificultar a leitura do visor — deixando-o fosco ou arranhado — e aproveitar a dificuldade que muitos estrangeiros têm com a moeda brasileira.

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“Muitos só percebem que foram vítimas depois, quando já voltaram ao hotel ou até mesmo ao país de origem. Já tivemos casos de turistas que pagaram R$ 20 mil por uma caipirinha ou R$ 1 mil por um queijo coalho”, relatou a delegada.

Taxistas também são alvo da operação

Além das fraudes nas praias, a Polícia também está de olho em taxistas que usam dispositivos ilegais para acelerar a contagem do taxímetro e cobrar valores exorbitantes nas corridas. Dois motoristas foram presos nesta semana com equipamentos adulteradores.

A prática foi detectada durante investigações paralelas e, segundo a polícia, tende a ocorrer principalmente em áreas de maior fluxo de turistas, como os arredores de Copacabana e Ipanema.

Números preocupantes e crescimento dos crimes

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que os crimes contra turistas vêm aumentando. Em 2024, a Deat registrou 345 casos de estelionato contra visitantes estrangeiros, um salto de 43% em comparação com o ano anterior. Só os golpes com cartão subiram 169%.

“Mais de 60% das ocorrências que chegam à Deat são furtos sem violência, como quando o turista deixa a mochila na areia para mergulhar e tem o celular furtado. Mas o número de estelionatos vem crescendo, acompanhando o aumento do turismo internacional na cidade”, destacou Alemany.

Áreas críticas e recomendação da polícia

Segundo a Polícia Civil, os principais pontos de alerta para turistas são os trechos entre os Postos 8 e 9 de Ipanema e entre a Avenida Princesa Isabel e o Posto 3 de Copacabana.

A delegada faz um alerta importante: “Se o visor da maquininha estiver pouco visível, não passe o cartão. Prefira pagar em dinheiro. E, em caso de qualquer suspeita, procure imediatamente a Deat.”

Além da repressão direta aos criminosos, a polícia já solicitou a quebra de sigilo das maquininhas apreendidas para identificar os reais beneficiários dos golpes.

📌 Entenda os principais pontos desta reportagem:

O que aconteceu?
Uma operação da Polícia Civil flagrou vendedores e taxistas aplicando golpes com maquininhas adulteradas e taxímetros manipulados na Zona Sul do Rio.

Onde ocorreram os flagrantes?
Principalmente na Praia de Ipanema e Copacabana, dois dos principais pontos turísticos da cidade.

Quantos suspeitos foram detidos?
Treze pessoas foram conduzidas à Deat na primeira fase da operação.

Quais os golpes mais comuns?
Cobrança de valores abusivos por produtos simples como água, milho e biscoito, além de fraudes com cartão e manipulação de taxímetros.

Qual a recomendação da polícia?
Desconfiar de valores altos, sempre conferir o visor da maquininha antes de digitar a senha, preferir pagamento em dinheiro e, em caso de dúvida, denunciar.

 
 

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