RIBEIRÃO PRETO (SP) — Uma denúncia feita pelo amante da mãe da criança levou a Polícia Civil a desvendar um grave caso de estupro de vulnerável contra uma menina de 3 anos em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A mãe, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e o padrasto, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23, foram presos e seguem à disposição da Justiça. Segundo a investigação, o casal gravava e armazenava vídeos com imagens de atos libidinosos envolvendo a criança.
O material foi localizado nos celulares dos suspeitos e motivou a prisão em flagrante, posteriormente convertida em preventiva. O caso é conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e mobilizou o Conselho Tutelar, que providenciou a proteção das crianças.
Como o caso veio à tona
A apuração teve início após o relato do homem que mantinha relacionamento extraconjugal com Leiliane. Ele afirmou à polícia que convivia com os filhos dela e notou comportamentos atípicos na menina, como acordar assustada e pedir para “parar”. Também relatou resistência do padrasto em matricular a criança na creche.
Com acesso ao celular da mãe, o denunciante identificou conversas e vídeos que indicariam abusos. Ele fez capturas de tela e entregou o material à Polícia Civil, que representou por mandado de busca. A Justiça autorizou, e as prisões ocorreram na noite de quarta-feira (10).
Provas reunidas pela investigação
De acordo com a delegada Michela Ragazzi, da DDM, os vídeos e mensagens encontrados nos aparelhos não deixam dúvida quanto à prática de estupro de vulnerável, crime que não exige conjunção carnal para ser caracterizado (artigo 217-A do Código Penal). As imagens e conversas serão periciadas para aprofundar a responsabilização.
Há ainda indícios de que a criança possa ter sido dopada, hipótese que será investigada por meio de exames e atendimentos médicos especializados.
Prisões e medidas de proteção
A polícia prendeu o padrasto na residência, onde estavam a menina e um bebê de 4 meses, filho do casal. A mãe foi detida no local de trabalho, em um shopping da zona Sul. O padrasto foi encaminhado à Cadeia de Santa Rosa de Viterbo; a mãe aguarda transferência para unidade prisional da região.
O Conselho Tutelar foi acionado imediatamente. As crianças ficaram, inicialmente, com familiares e, depois, foram encaminhadas para acolhimento institucional. O pai biológico da menina, que mora em Paranapanema (SP), manifestou interesse em assumir a guarda.
O que dizem os suspeitos
Em depoimento, mãe e padrasto negaram o estupro, mas admitiram a gravação dos vídeos, alegando tratar-se de “fantasias” entre o casal — versão rechaçada pela polícia. Em entrevistas, ambos disseram estar arrependidos, sem apresentar justificativa plausível para a produção do material.
Próximos passos
A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito. Estão previstos novos depoimentos, a perícia completa dos celulares e avaliações médicas e psicológicas da vítima, incluindo escuta especializada autorizada pela Justiça. As autoridades afirmam que as provas já são robustas.
📌 O que você precisa saber
-
Crime investigado: Estupro de vulnerável e exploração sexual infantil
-
Vítima: Menina de 3 anos
-
Suspeitos: Mãe (22) e padrasto (23)
-
Como foi descoberto: Denúncia do amante da mãe, com provas em celular
-
Provas: Vídeos e mensagens com atos libidinosos
-
Prisões: Flagrante convertido em preventiva
-
Proteção: Conselho Tutelar acionado; crianças acolhidas
-
Lei: Estupro de vulnerável dispensa conjunção carnal
-
Situação atual: Inquérito em andamento; perícias em curso

Comentários: