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Sábado, 14 de Março 2026

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Aquicultura capixaba aposta no camarão-gigante-da-Malásia como nova fronteira de renda no campo

Produção em água doce já soma mais de 11 toneladas no Espírito Santo e revela potencial de diversificação econômica, inovação produtiva e fortalecimento da aquicultura rural.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Aquicultura capixaba aposta no camarão-gigante-da-Malásia como nova fronteira de renda no campo
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A aquicultura do Espírito Santo começa a ganhar novos contornos com o avanço do cultivo do camarão-gigante-da-Malásia, uma das maiores espécies de camarão de água doce do mundo, criada em viveiros escavados, longe do litoral e cada vez mais presente em propriedades rurais capixabas.

Em 2024, a produção estadual da espécie alcançou 11,35 toneladas, concentrada em poucos municípios, mas com forte significado estratégico para o setor. O destaque absoluto é Governador Lindenberg, responsável por 7,5 mil quilos (66,1%). Na sequência aparecem Ibiraçu, com 2,95 mil quilos (26%), Alfredo Chaves, com 500 quilos (4,4%), e Marilândia, com 400 quilos (3,5%).

Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o cultivo representa uma alternativa concreta de fortalecimento da produção rural. “Trata-se de uma atividade que diversifica a renda do produtor, aproveita bem a água doce e amplia as oportunidades no campo, especialmente para pequenos e médios produtores. É um exemplo claro de como a inovação pode agregar valor e gerar desenvolvimento no interior do Estado”, destacou.

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Camarão-gigante-da-Malásia: espécie de alto valor e grande porte

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Conhecido cientificamente como Macrobrachium rosenbergii, o camarão-gigante-da-Malásia se diferencia dos camarões marinhos porque realiza a fase de engorda em água doce, embora o estágio larval dependa de água salobra. A espécie pode ultrapassar 30 centímetros de comprimento, apresenta bom rendimento de carne e elevada aceitação gastronômica, fatores que ampliam sua atratividade comercial.

Outro ponto forte é a adaptação a sistemas de viveiros escavados, permitindo a integração do cultivo a propriedades já estruturadas, com menor necessidade de grandes obras ou mudanças drásticas na rotina produtiva.

Segundo a engenheira de pesca da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Naessa Martins, o potencial é grande, mas o manejo exige cuidado técnico. “O acompanhamento contínuo é importante desde a implantação do sistema até a despesca. A qualificação do produtor é fundamental para a adoção de boas práticas, redução de perdas e melhoria do desempenho produtivo”, explicou.

Mesmo ainda concentrada em poucos municípios, a produção do camarão-gigante-da-Malásia mostra que a aquicultura capixaba vai além dos peixes e da criação tradicional. No interior do Espírito Santo, cresce um crustáceo que simboliza inovação, diversificação econômica e novas oportunidades para o campo.

O que você precisa saber

  • Espécie cultivada: Camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii)

  • Produção em 2024: 11,35 toneladas

  • Principal produtor: Governador Lindenberg (66,1%)

  • Vantagens: alto valor de mercado, bom rendimento de carne e criação em água doce

  • Perfil ideal: pequenos e médios produtores rurais

  • Impacto: diversificação de renda e fortalecimento da aquicultura capixaba

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