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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

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Bebê de 1 ano morre após se enforcar em bebê conforto na casa de cuidadora no DF

Primeiro dia da criança no local terminou em tragédia; Polícia Civil apura circunstâncias da morte

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Bebê de 1 ano morre após se enforcar em bebê conforto na casa de cuidadora no DF
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CEILÂNDIA (DF) — Uma bebê de 1 ano e 4 meses, identificada como Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, morreu na tarde desta quinta-feira (11) após se enforcar com o cinto de um bebê conforto na casa de uma cuidadora, no Setor O, em Ceilândia. O caso, tratado inicialmente como acidente doméstico, provocou forte repercussão na comunidade e levantou questionamentos sobre segurança e supervisão no cuidado infantil.

A criança foi deixada pela mãe na residência da cuidadora pela primeira vez, após a família receber referências positivas do serviço, que não funcionava como creche formal, mas como atendimento particular. De acordo com relatos colhidos pela Polícia Civil, a cuidadora afirmou ter colocado a criança para dormir e, após cerca de duas horas, percebeu que ela não despertara. Ao verificar, encontrou Laura desacordada, presa pelo cinto da cadeirinha.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas os socorristas não conseguiram reanimar a criança após mais de uma hora de tentativas. O óbito foi constatado no local.

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Cena descrita como “desesperadora”

Vizinhos relataram intensa movimentação de viaturas e gritos por socorro.
“É uma dor que ninguém consegue explicar. Uma criança tão pequena se vai assim, de repente”, contou uma moradora que acompanhou parte do atendimento.

A cuidadora, segundo relatos de familiares e vizinhos, está em estado de choque.
“Ela só chora e diz que a vida acabou. Nunca houve acidente com as outras crianças que ela cuidava”, relatou Vanda Araújo, amiga da cuidadora.

Família suspeita de negligência

Em publicações nas redes sociais, uma tia da criança afirmou que houve negligência, contestando a versão apresentada pela cuidadora.
“Era o primeiro dia da Laura ali. Sempre tivemos alguém da família para cuidar, mas hoje não teve como. Disseram que a creche tinha boas referências. Depois de duas horas dormindo, foram olhar e ela estava morta. Negligência total”, escreveu a familiar.

Até o momento, a Polícia Civil não confirma elementos que indiquem crime doloso, mas investiga se houve falha de supervisão, abandono momentâneo ou mau uso do equipamento, fatores que podem caracterizar negligência culposa.

O caso está sob responsabilidade da 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia, que realizará perícia no bebê conforto e ouvirá todos os envolvidos.

Especialistas alertam para riscos pouco conhecidos

Embora bebês conforto sejam considerados seguros para transporte, especialistas alertam que o uso inadequado dentro de casa — especialmente sem supervisão direta — pode oferecer riscos.

Dormir por longos períodos em cadeirinhas inclinadas aumenta o risco de asfixia postural, principalmente quando o cinto está afrouxado ou mal posicionado.
“Esses equipamentos não são berços. Não devem ser usados para cochilos prolongados”, explica um consultor de segurança infantil ouvido pela reportagem.

Comoção e cobrança por respostas

A morte de Laura, descrita pela família como “uma menina saudável, alegre e muito amada”, gerou revolta e comoção na vizinhança. Moradores acompanharam o trabalho das equipes de emergência e lamentaram a fragilidade das condições de cuidado infantil informal.

A Prefeitura do Distrito Federal e o Conselho Tutelar ainda não se pronunciaram sobre o caso. A PCDF informou que a investigação deve incluir análise técnica do bebê conforto, cronologia do atendimento e depoimentos da cuidadora e familiares.

O que você precisa saber

• Menina de 1 ano e 4 meses morreu após ficar presa no cinto do bebê conforto na casa de uma cuidadora em Ceilândia.
• Era o primeiro dia da criança sob os cuidados da profissional.
• Socorristas tentaram reanimação por mais de uma hora, sem sucesso.
• Família acusa negligência; cuidadora e testemunhas afirmam que foi um acidente inesperado.
• Caso é investigado pela 24ª DP, que apura se houve falha de supervisão.
• Uso prolongado de bebê conforto para dormir pode representar risco de asfixia, segundo especialistas.

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