O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2025 com a criação de 654 mil empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete 7,13 milhões de admissões e 6,48 milhões de desligamentos entre janeiro e março.
Apenas no mês de março, foram 71,5 mil novas vagas formais, resultado da diferença entre 2,23 milhões de contratações e 2,16 milhões de demissões. O desempenho contribuiu para que o país atingisse o maior estoque de trabalhadores formalizados da história: 47,857 milhões de vínculos ativos.
Desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, o Brasil já contabiliza a geração de quase 3,8 milhões de empregos formais. Nos últimos 12 meses, o saldo é de 1,6 milhão de postos de trabalho.
Serviços e indústria lideram geração de vagas
O setor de serviços foi o principal motor da geração de empregos no trimestre, com 362,8 mil novas vagas, seguido pela indústria, que criou 153,8 mil. Destaque para segmentos como:
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Abate e fabricação de produtos de carne: +14.517 vagas
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Processamento industrial do fumo: +10.835
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Confecção de vestuário e acessórios: +9.539
A construção civil também registrou crescimento expressivo, com 100 mil postos, enquanto a agropecuária somou 51 mil. O único setor com desempenho negativo no trimestre foi o comércio, que fechou 13,6 mil vagas.
Em março, os setores que impulsionaram o saldo positivo foram:
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Serviços: +52,4 mil vagas
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Construção: +21,9 mil
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Indústria: +13,1 mil
Sudeste e Sul concentram saldos positivos
A criação de empregos foi maior nas regiões Sudeste (+48 mil) e Sul (+24,5 mil), seguidas por Centro-Oeste (+6,9 mil) e Norte (+5,1 mil). O Nordeste foi a única região com desempenho negativo no mês, registrando 13,1 mil vagas fechadas.
Por estado, São Paulo liderou a geração de empregos formais em março, com 34,8 mil postos, seguido de Minas Gerais (18,1 mil) e Santa Catarina (9,8 mil). No acumulado de 2025, os maiores saldos também são de São Paulo (209,6 mil), Minas Gerais (75,8 mil) e Rio Grande do Sul (66,4 mil).
Desemprego atinge menor índice da série histórica
Corroborando os dados positivos do Caged, o IBGE divulgou nesta quarta-feira que a taxa de desemprego no primeiro trimestre ficou em 7%, o menor índice desde o início da série histórica em 2012, reforçando os sinais de recuperação do mercado de trabalho formal no país.
