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Sábado, 14 de Março 2026

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Brasileira diz que dividir o marido com cinco mulheres é um processo de desconstrução

Grávida e prestes a realizar cerimônia simbólica, empresária afirma que relação poliafetiva exige diálogo, maturidade e enfrenta forte preconceito social.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Brasileira diz que dividir o marido com cinco mulheres é um processo de desconstrução
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Grávida do primeiro filho e vivendo em um relacionamento que foge aos padrões tradicionais, a empresária Laís Rocha, de 27 anos, afirma que dividir o marido com outras cinco mulheres é resultado de um processo contínuo de “desconstrução e reconstrução”. O grupo vive junto em Atibaia (SP) e planeja uma cerimônia simbólica de casamento para novembro, apesar de a legislação brasileira não reconhecer uniões múltiplas em cartório.

Laís é casada legalmente com o motoboy Ivan Rocha, de 36 anos, e divide a rotina com Ana Carolina (20), Natália Ferrari (30), Camili Sousa (20), Maria Eduarda da Silva (20) e Juliana Aires (22). A história, que ganhou grande repercussão nas redes sociais, reacende o debate sobre poliafetividade, limites legais e preconceito social.

Uma família fora do padrão

Segundo Laís, o relacionamento não segue um roteiro idealizado. “Esse tipo de relação não é para qualquer um. A sociedade não prepara ninguém para amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo”, afirma. No grupo, apenas Ivan mantém vínculo afetivo e sexual com todas; entre as mulheres, há convivência, amizade e divisão de responsabilidades, mas não envolvimento íntimo.

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Embora apenas Laís seja esposa legal, todas planejam participar da cerimônia simbólica. “Vamos casar todas de branco. Nossos padrinhos serão trisais e famílias poliafetivas”, diz.

Gravidez planejada e maternidade coletiva

A gravidez de Laís foi planejada e celebrada por todas. Após uma perda gestacional em 2025, a nova gestação passou a ser um desejo coletivo. “Elas não estão isentas da responsabilidade. Aqui em casa, a maternidade é compartilhada”, relata.

Segundo a empresária, o plano do grupo é que outras mulheres também engravidem no futuro, com Natália sendo a próxima.

Como tudo começou

Laís e Ivan se conheceram pelas redes sociais há dez anos. Após idas e vindas, experiências anteriores em um trisal e um divórcio, os dois se casaram oficialmente. Pouco tempo depois, foi a própria Laís quem sugeriu abrir a relação novamente.

A entrada das demais mulheres ocorreu gradualmente, em grande parte mediada pelas redes sociais e aplicativos de relacionamento. Hoje, o grupo mantém um perfil público que soma centenas de milhares de seguidores, onde compartilha a rotina e reflexões sobre o estilo de vida.

Preconceito e barreiras sociais

Apesar da visibilidade, Laís afirma que o maior desafio não é a convivência interna, mas a reação externa. “Tivemos dificuldade para alugar vestido, espaço para o casamento. Quando falamos que é um homem com mais de uma esposa, a rejeição aparece”, conta.

A resistência também esteve presente no núcleo familiar. Com o tempo, porém, houve adaptação. “Não precisam concordar, mas precisam respeitar”, resume.

O que você precisa saber

  • Quem: Laís Rocha (27) e Ivan Rocha (36)

  • Onde vivem: Atibaia (SP)

  • Formato da relação: Poliafetiva, com seis mulheres e um homem

  • Estado civil: Apenas Laís é esposa legal; cerimônia simbólica marcada para novembro

  • Gravidez: Primeira gestação de Laís, planejada pelo grupo

  • Legalidade: União múltipla não é reconhecida pela lei brasileira

  • Principal desafio: Preconceito social e falta de reconhecimento jurídico

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