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Domingo, 10 de Maio 2026

Saúde

Caneta emagrecedora ilegal do Paraguai deixa mulher em estado grave em BH

Caso acende alerta sobre riscos do uso de medicamentos emagrecedores sem prescrição e fora da regulamentação da Anvisa.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Caneta emagrecedora ilegal do Paraguai deixa mulher em estado grave em BH
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Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte desde dezembro após apresentar complicações severas associadas ao uso de uma caneta emagrecedora vendida ilegalmente, sem prescrição médica e de procedência estrangeira. O caso envolve um produto adquirido do Paraguai, fora das normas sanitárias brasileiras, e reacendeu o debate sobre automedicação, comércio clandestino e riscos à saúde.

A paciente, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, auxiliar administrativa, foi inicialmente hospitalizada com fortes dores abdominais. Com a evolução do quadro, surgiram comprometimentos neurológicos, e a suspeita médica é de uma síndrome grave que afeta a musculatura, os movimentos, a fala e o funcionamento de órgãos vitais.

Da dor abdominal à intoxicação medicamentosa

Segundo relato da família, exames iniciais apontaram intoxicação medicamentosa. A filha da paciente, Dhulia Antunes, contou que uma ampola do produto foi levada ao Hospital João XXIII para análise, mas os profissionais não conseguiram identificar o conteúdo por se tratar de um medicamento não regulamentado no Brasil.

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“Eles não conseguiram fazer a análise porque era um medicamento do Paraguai”, relatou.

A ausência de registro inviabiliza a confirmação do princípio ativo, da dosagem e até mesmo da substância real presente no produto.

O risco oculto das canetas emagrecedoras clandestinas

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem todas as canetas emagrecedoras são autorizadas no país. Quando não regulamentadas, não há garantias de procedência, eficácia ou segurança, e o risco de adulteração é elevado.

O endocrinologista Márcio Lauria reforça que, quando indicados corretamente, esses medicamentos podem auxiliar no tratamento da obesidade. Fora desse contexto, o perigo é real.

“Você não sabe o que tem dentro. Pode conter qualquer substância. Comprar fora da farmácia quebra toda a cadeia de segurança da produção”, alerta o médico.

Fiscalização, denúncias e responsabilidade

A Anvisa informou que a fiscalização direta cabe às vigilâncias municipais. Em Belo Horizonte, a prefeitura esclareceu que, ao identificar irregularidades, a Vigilância Sanitária pode apreender produtos, multar e interditar estabelecimentos.

Além da procedência, são avaliados:

  • rótulos e autenticidade do medicamento;

  • condições de armazenamento;

  • habilitação do local e dos profissionais envolvidos.

A orientação é que práticas suspeitas sejam denunciadas pelos canais oficiais do município, como o telefone 156 ou o portal de serviços da prefeitura.

Um alerta que vai além de um caso

O episódio expõe um cenário preocupante: a popularização de soluções rápidas para emagrecimento, impulsionadas por redes sociais e venda informal, tem levado pacientes a riscos extremos. Especialistas são categóricos: não existe tratamento seguro sem acompanhamento médico.

O caso de Kellen reforça que o custo da automedicação pode ser alto — e, em situações como essa, potencialmente irreversível.

🟨 O que você precisa saber

  • Paciente: mulher de 42 anos, internada em estado grave em Belo Horizonte

  • Causa suspeita: uso de caneta emagrecedora ilegal, sem prescrição médica

  • Origem do produto: Paraguai, sem registro na Anvisa

  • Quadro clínico: intoxicação medicamentosa e comprometimento neurológico

  • Alerta médico: medicamentos só devem ser usados com indicação e comprados em farmácias

  • Fiscalização: vigilância municipal pode apreender, multar e interditar estabelecimentos

  • Denúncias: podem ser feitas pelo telefone 156 ou canais oficiais da prefeitura

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