O Espírito Santo completa um marco importante na área da saúde pública: um ano de funcionamento do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses, estrutura criada para coordenar, de forma estratégica e integrada, o enfrentamento à dengue, chikungunya, Zika e Oropouche. Instituído pelo Governo do Estado e coordenado pela Secretaria da Saúde do Espírito Santo, o CICC passou a ser o principal núcleo de articulação entre vigilância, atenção primária, controle vetorial, educação em saúde e monitoramento epidemiológico.
Ao longo desse primeiro ano, o centro consolidou ações estruturantes, ampliou o uso de novas tecnologias, promoveu capacitações em larga escala e reforçou a transparência dos dados, criando um modelo considerado referência no enfrentamento às arboviroses no Estado.
Capacitação em massa e integração das equipes
Um dos eixos centrais do trabalho foi o investimento contínuo em educação em saúde. Mais de 700 profissionais municipais, das áreas de Atenção Primária à Saúde e Vigilância em Saúde, participaram de capacitações voltadas ao controle do vetor, vigilância epidemiológica, manejo clínico e organização dos serviços.
As formações foram conduzidas pelos núcleos técnicos da Sesa, incluindo o Núcleo Especial de Atenção Primária (NEAPRI) e o Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE), com destaque para o Seminário de Preparação dos Municípios para o Período Sazonal das Arboviroses, realizado em dezembro, reunindo gestores e técnicos de todo o Estado.
Monitoramento em tempo real e dados transparentes
Outra inovação foi o lançamento do painel “Monitoramento das Arboviroses no Espírito Santo”, ambiente virtual que disponibiliza diariamente dados sobre casos de dengue, chikungunya, Zika e Oropouche em todo o território capixaba. A ferramenta fortalece a tomada de decisão, orienta ações locais e amplia a transparência das informações à população e aos gestores.
Tecnologia no combate ao mosquito
O enfrentamento ao Aedes aegypti ganhou novo patamar com a expansão do uso de ovitrampas — armadilhas que monitoram a presença de ovos do mosquito — e da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), metodologia aplicada em prédios públicos como escolas, creches, unidades de saúde e terminais rodoviários.
O número de municípios que utilizam ovitrampas saltou de 15, em 2024, para 58 em 2025, com previsão de adesão de mais oito cidades a partir de março. A estratégia é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Saúde, e permite identificar áreas de maior risco e direcionar ações com mais precisão.
Além disso, estudos estão em andamento para avaliar a efetividade de inseticidas e repelentes contra o Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, ampliando o escopo de atuação do Estado.
Cenário epidemiológico mais controlado
Mesmo com a manutenção das ações em ritmo intenso, o Espírito Santo registrou, em 2025, um cenário mais favorável em comparação a anos anteriores. Foram notificados 88.747 casos de dengue, com 32.001 confirmações e dois óbitos. Chikungunya teve 2.260 casos confirmados, Zika não registrou confirmações e o Oropouche contabilizou 6.392 casos confirmados e um óbito.
Para a Secretaria da Saúde, os números refletem o impacto direto da estratégia integrada do CICC, especialmente na prevenção e na resposta rápida aos focos de transmissão.
📌 O que você precisa saber
CICC completa 1 ano de atuação no Espírito Santo.
Coordenação: Secretaria da Saúde (Sesa).
Mais de 700 profissionais capacitados.
58 municípios utilizam ovitrampas para monitoramento do Aedes.
BRI aplicada nos 78 municípios capixabas.
Painel público disponibiliza dados diários das arboviroses.

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