No próximo domingo (18), completa-se cinco anos do início da vacinação contra a Covid-19, uma das estratégias mais importantes da história recente da saúde pública. Responsável por reduzir drasticamente os casos graves, internações e óbitos, a vacina segue sendo uma ferramenta essencial de proteção, mesmo após o fim da fase mais crítica da pandemia.
De acordo com o médico infectologista Raphael Lubiana Zanotti, referência técnica do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE) da Secretaria da Saúde, a vacinação foi determinante para salvar vidas e permitir a retomada das atividades sociais e econômicas no Espírito Santo. Atualmente, a imunização continua sendo indicada para grupos mais vulneráveis, que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Vacina segue no calendário, mas cobertura preocupa
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 integra o Calendário Nacional de Vacinação, porém deixou de ser ofertada para toda a população em geral, passando a atender crianças pequenas, idosos, gestantes e grupos prioritários. Mesmo assim, as coberturas vacinais seguem muito abaixo do recomendado.
Em 2025, o Espírito Santo não atingiu a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A cobertura foi de apenas 2,61% em crianças menores de 1 ano, 12,38% em gestantes e 3,82% em idosos, cenário que acende um alerta para o risco de aumento de casos graves.
Dados reforçam a importância da imunização
Segundo o Informe Epidemiológico das Vigilâncias das Síndromes Gripais, em 2025 foram registrados 163 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 no Estado. Desse total, quase 50% ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, e 29,4% em crianças de 0 a 4 anos. No mesmo período, 46 óbitos foram confirmados, a maioria entre idosos.
Para o infectologista, os números mostram que a vacina segue sendo decisiva. “Ela é segura, eficaz e passa por rigorosos critérios de avaliação. Deve ser vista como uma aliada fundamental na proteção individual e coletiva”, reforça Zanotti.
📌 O que você precisa saber
Cinco anos da vacinação: início em janeiro de 2021
Quem deve se vacinar na rotina:
Crianças de 6 meses a menores de 5 anos
Gestantes, em qualquer fase da gestação
Idosos (60+)
Esquema vacinal:
Crianças: 3 doses (aos 6, 7 e 9 meses)
Idosos: 1 dose a cada seis meses
Gestantes: 1 dose em cada gestação
Reforço anual: indicado para grupos prioritários, como imunossuprimidos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades, população em situação de rua, indígenas, quilombolas, entre outros
Onde vacinar: nas salas de vacinação do SUS
Importância: reduz casos graves, internações e óbitos

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