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Terça-feira, 20 de Janeiro 2026

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Comercial da Havaianas vira alvo político e provoca boicote nas redes

Propaganda com Fernanda Torres gera leitura ideológica, reação de parlamentares de direita e impacto imediato no mercado.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Comercial da Havaianas vira alvo político e provoca boicote nas redes
Reprodução / Redes Sociais
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Um comercial de Ano-Novo da Havaianas, estrelado pela atriz Fernanda Torres, desencadeou uma polêmica política que ultrapassou o campo da publicidade e chegou ao debate ideológico — com reflexos nas redes sociais e na Bolsa de Valores. Parlamentares ligados à direita interpretaram o roteiro como uma indireta política e passaram a defender boicote à marca.

A controvérsia teve origem em um jogo de palavras com a expressão “pé direito”, tradicionalmente associada a bons presságios na virada do ano.

O que diz o comercial

Na peça, Fernanda Torres afirma que não deseja que o público comece 2026 “com o pé direito”, mas “com os dois pés” — na estrada, na porta, na jaca, “onde você quiser”. O texto aposta em metáforas de movimento, atitude e liberdade, encerrando com o slogan: “Havaianas, todo mundo usa, todo mundo ama”.

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A mensagem, comum em campanhas de virada, foi interpretada por críticos como uma provocação ao campo político da direita, a partir da associação literal da expressão “pé direito”.

Reação de políticos e pedido de boicote

Entre os principais críticos estão Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Nas redes sociais, Eduardo publicou um vídeo descartando um par de chinelos e afirmou que começará o ano “com o pé direito, mas não de Havaianas”.

O parlamentar também criticou a atriz, classificando-a como “declaradamente de esquerda”, e lamentou o que chamou de perda do simbolismo nacional da marca. Nikolas Ferreira aderiu ao protesto com ironia: “Havaianas, nem todo mundo agora vai usar”.

Da publicidade ao embate ideológico

A leitura política do comercial dividiu opiniões. Enquanto apoiadores dos parlamentares enxergaram viés ideológico, outros usuários defenderam a campanha como uma peça criativa, sem conotação partidária, destacando o histórico da marca de dialogar com diversidade, comportamento e linguagem popular.

Especialistas em comunicação avaliam que o episódio evidencia como campanhas publicitárias, mesmo sem intenção explícita, passaram a ser interpretadas sob lentes políticas em um ambiente altamente polarizado.

Reflexo no mercado

A repercussão também alcançou o mercado financeiro. Em meio aos pedidos de boicote, as ações da Alpargatas chegaram a cair 3,41% durante o pregão e fecharam o período da tarde em queda de 2,56%, cotadas a R$ 11,42. A perda estimada em valor de mercado foi de aproximadamente R$ 200 milhões.

Analistas ponderam que oscilações desse tipo costumam ser momentâneas, mas reforçam como crises de imagem podem gerar impactos imediatos para grandes marcas.

Silêncio institucional

Até o momento, a Havaianas não se pronunciou oficialmente sobre a polêmica nem respondeu aos pedidos de boicote. A campanha segue no ar nas plataformas digitais.

🟨 O que você precisa saber

  • Marca: Havaianas

  • Protagonista do comercial: Fernanda Torres

  • Motivo da polêmica: Interpretação política da expressão “pé direito”

  • Críticos: Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira

  • Reação: Pedido de boicote nas redes sociais

  • Impacto: Queda de até 3,41% nas ações da Alpargatas

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