Uma matéria-prima encontrada com facilidade no meio rural está ganhando novas formas pelas mãos da artesã Norma Rigo, moradora da comunidade de Prosperidade, em Vargem Alta. Depois de participar de uma capacitação em artesanato com fibra de bananeira, ela transformou o conhecimento adquirido em produção e já começou a comercializar as peças em feiras do município.
A trajetória mostra, na prática, como uma oportunidade de qualificação pode ultrapassar os limites da sala de aula e abrir novas possibilidades de trabalho e renda. O que antes poderia ser apenas um material resultante do cultivo da banana passou a servir de matéria-prima para produtos artesanais com identidade e valor agregado.
A capacitação foi realizada em junho de 2026, no CEET Giuseppe Altoé, em Vargem Alta, e ofertada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Durante a formação, os participantes tiveram contato com técnicas para utilização da fibra de bananeira no artesanato.
Conhecimento que virou produção
Norma Rigo estava entre as participantes e decidiu dar continuidade ao aprendizado após o encerramento da capacitação. A artesã passou a incorporar a fibra de bananeira à própria produção, colocando em prática os conhecimentos adquiridos.
A técnica permite aproveitar o pseudocaule da bananeira após a colheita do cacho. A partir de processos de preparação, secagem, trançado e acabamento, a fibra pode ser transformada em diferentes peças.
Dessa maneira, um recurso disponível no próprio ambiente rural ganha uma nova finalidade e pode se transformar em produto comercializável.
O processo reúne três elementos importantes: aproveitamento de matéria-prima, trabalho artesanal e possibilidade de geração de renda.
De Prosperidade para as feiras de Vargem Alta
Um dos principais momentos dessa nova fase aconteceu em agosto de 2026, quando Norma participou da Feira do Coopera, em Vargem Alta.
Ela levou ao evento peças confeccionadas com fibra de bananeira, apresentando diretamente ao público o resultado da técnica aprendida poucos meses antes.
A participação em feiras é uma etapa importante para quem trabalha com artesanato. Além da comercialização, esses espaços aproximam o produtor do consumidor, ajudam a divulgar o trabalho e permitem apresentar a história existente por trás de cada produto.
No caso de Norma, a feira também se tornou uma vitrine para mostrar que um material ligado à atividade agrícola pode ganhar novas aplicações e valor por meio do trabalho manual.
Fibra de bananeira ganha nova utilidade
A experiência chama atenção também pelo aproveitamento da bananeira, cultura presente no meio rural.
Após a retirada do cacho, partes da planta podem ser aproveitadas para obtenção das fibras utilizadas no artesanato. Quando devidamente trabalhado, o material pode assumir novas formas e aplicações.
Além do aspecto criativo, a técnica permite agregar valor a uma matéria-prima disponível nas propriedades rurais, criando uma alternativa que pode complementar outras atividades desenvolvidas pelas famílias.
Capacitação que gera resultado
A história de Norma evidencia um dos efeitos que iniciativas de capacitação profissional podem produzir: o conhecimento aprendido sendo transformado em atividade prática e oportunidade econômica.
Em poucos meses, o caminho percorrido passou pela capacitação, produção das primeiras peças e chegada aos espaços de comercialização.
Mais do que aprender uma nova técnica, a artesã encontrou uma possibilidade de diversificar seu trabalho e ampliar sua atuação.
A experiência também demonstra o potencial de cursos direcionados ao meio rural para estimular novos conhecimentos, valorizar habilidades locais e apresentar alternativas de geração de renda.
O que você precisa saber
Quem é: Norma Rigo, artesã e moradora de Prosperidade, em Vargem Alta
Capacitação: artesanato com fibra de bananeira
Quando: junho de 2026
Onde: CEET Giuseppe Altoé, em Vargem Alta
Formação ofertada por: SENAR
Resultado: Norma passou a produzir peças utilizando a técnica e já está comercializando seu artesanato
Destaque: participação na Feira do Coopera, em agosto de 2026, em Vargem Alta
Matéria-prima: fibra obtida a partir do aproveitamento do pseudocaule da bananeira após a colheita
De Prosperidade para as feiras de Vargem Alta, Norma Rigo começa a escrever uma história em que capacitação, agricultura e artesanato se encontram. Uma experiência que demonstra como o conhecimento pode transformar aquilo que está disponível no campo em criatividade, produto e oportunidade de renda.

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