Na tarde de quarta-feira, 21 de maio de 2025, os comerciantes Vitor Fernandes Gomes, de 36 anos, e Thony Ribeiro Venturi, de 39, foram assassinados a tiros dentro de uma caminhonete na localidade de São Pedro, zona rural de Atílio Vivácqua, no sul do Espírito Santo. O crime chocou a comunidade local e mobilizou as forças de segurança.
Detalhes do crime
Segundo relatos, uma testemunha que passava pela estrada de São Pedro avistou uma caminhonete batida em uma cerca, com fumaça saindo do veículo. Ao se aproximar, ouviu gemidos e encontrou Thony ainda vivo no banco do carona. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e socorreu Thony, que foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo de Vitor foi encontrado no banco traseiro da caminhonete, já sem vida.
A perícia constatou múltiplas perfurações por arma de fogo na região da cabeça das vítimas e indícios de uma tentativa de incêndio no veículo, que não se concretizou.
Investigação e prisão do suspeito
A Polícia Militar recebeu informações de testemunhas que viram um homem nas proximidades do local do crime e que as vítimas teriam desavenças comerciais com essa pessoa, relacionadas à compra e venda de veículos e imóveis.
Na tarde de quinta-feira, 22 de maio, a Polícia Militar, com o apoio de uma cadela farejadora chamada Alga, localizou a arma do crime, um revólver calibre 38, escondida em um matagal. Em seguida, os policiais foram até a residência do suspeito, que confessou o crime, alegando desavenças financeiras com as vítimas. Ele foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia de Atílio Vivácqua e, posteriormente, à 7ª Delegacia Regional em Cachoeiro de Itapemirim para prestar depoimento.
Repercussão na comunidade
A prisão do suspeito foi acompanhada por moradores do município, que aplaudiram enquanto o homem era conduzido à viatura policial. A Prefeitura de Atílio Vivácqua lamentou as mortes dos comerciantes por meio de notas de pesar nas redes sociais.
Os corpos das vítimas foram encaminhados à Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica em Cachoeiro de Itapemirim para necropsia e, posteriormente, liberados para os familiares.
Continuação das investigações
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Atílio Vivácqua. Uma força-tarefa foi criada, envolvendo as delegacias de Atílio Vivácqua e Castelo, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim e o Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat) Sul, para apurar as circunstâncias e motivação do crime.
A comunidade aguarda esclarecimentos completos sobre o caso, que abalou a região e trouxe à tona questões relacionadas a conflitos comerciais e segurança pública.
