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Sábado, 18 de Abril 2026

Agro

Protagonismo capixaba: ES inicia ano-safra com alta no crédito rural, na contramão do país

Estado registrou crescimento de 9,2% em julho, enquanto média nacional caiu 21%; custeio puxou expansão

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Protagonismo capixaba: ES inicia ano-safra com alta no crédito rural, na contramão do país
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O Espírito Santo abriu o ano-safra 2025/2026 com saldo positivo no crédito rural, mesmo em meio a retração nacional. Dados da Secretaria de Agricultura (Seag), com base no Banco Central, apontam que, em julho, o estado movimentou R$ 587,7 milhões, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No país, o recuo foi de 21% no mesmo período.

Foram 2,2 mil operações em solo capixaba, 5,9% a mais que no ano anterior. O resultado ocorre logo após o lançamento do Plano de Crédito Rural 2025/2026 pelo governo estadual, que tem como meta atingir R$ 9,8 bilhões em financiamentos até junho do próximo ano — um recorde histórico.

Modalidades em alta e em baixa

O avanço foi puxado sobretudo pelo crédito de custeio, que cresceu 19,6% (R$ 392,5 milhões), e pela comercialização, que subiu 12% (R$ 160,4 milhões). Juntas, essas modalidades representaram 94% do volume aplicado.

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Já os financiamentos para investimento encolheram 46,8%, caindo de R$ 65,5 milhões para R$ 34,8 milhões. Isso indica, segundo técnicos da Seag, que os produtores priorizaram liquidez e capital de giro diante da volatilidade do mercado. Não houve registros de aplicações na modalidade de industrialização em julho.

Na agricultura familiar, os números seguiram a mesma tendência: crescimento de 9,4% no total aplicado (R$ 107,7 milhões), mas forte queda nos investimentos (-73,3%). O custeio respondeu pela disparada, saltando 67,9%.

Contexto e desafios

O secretário de Agricultura, Enio Bergoli, celebrou os resultados e destacou que o Espírito Santo se manteve como ambiente seguro para o crédito rural.

“Enquanto a maior parte do País enfrentou retração, crescemos mais de 9,2%. O crédito rural é aliado do desenvolvimento sustentável. Nosso sistema robusto de articulação com instituições financeiras dá segurança ao produtor e garante prioridade a segmentos impactados recentemente, como café, mamão, pimenta-do-reino e pescados”, afirmou.

Bergoli lembrou que a meta de longo prazo, estabelecida pelo Pedeag 4 (2023-2032), é alcançar R$ 12 bilhões em crédito aplicado até o fim da década.

Na contramão do Brasil

O desempenho capixaba chama atenção porque ocorre em um cenário nacional adverso, de juros altos e retração de 21% no volume aplicado. A parceria com bancos públicos e cooperativas — Banco do Brasil, Caixa, Banestes, Sicoob, Sicredi e Cresol, entre outros — tem sido apontada como diferencial.

Para especialistas, a capacidade do Espírito Santo em manter ritmo de crescimento reforça o protagonismo do agronegócio local e amplia a confiança no ambiente de negócios rurais, especialmente em cadeias como café e fruticultura, que respondem por boa parte das exportações capixabas.

📌 O que você precisa saber

  • ES cresceu 9,2% em crédito rural em julho; Brasil caiu 21%.

  • Foram R$ 587,7 milhões aplicados em 2,2 mil operações.

  • Custeio (+19,6%) e comercialização (+12%) puxaram a alta; investimento caiu 46,8%.

  • Agricultura familiar também cresceu 9,4%, mas com queda nos aportes de longo prazo.

  • Meta é atingir R$ 9,8 bilhões em crédito até junho de 2026 e R$ 12 bilhões até 2032.

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