O Espírito Santo alcançou, em 2025, um marco histórico no enfrentamento à violência contra a mulher. Dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) apontam que o Estado registrou 75 homicídios de mulheres, o menor número desde 1996, além de uma redução de 15,4% nos casos de feminicídio em relação a 2024 — de 39 para 33 ocorrências, o menor índice desde 2017.
Os resultados refletem a combinação de ações integradas de segurança pública, políticas de prevenção e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas, com investimentos contínuos do Governo do Estado.
Tecnologia como aliada na proteção
Entre as iniciativas de destaque está o Programa Mulher Segura, política pública que utiliza monitoramento eletrônico para coibir a reincidência da violência doméstica. A estratégia associa tornozeleiras eletrônicas aos agressores com medidas protetivas judiciais, ampliando a capacidade de prevenção.
O programa foi iniciado em novembro, em Vitória, e já foi expandido para Vila Velha, Serra e Cariacica, com previsão de ampliação gradual para todo o território capixaba.
“É uma frente ampla de atuação, com integração, inteligência e investimentos permanentes. Trabalhamos para evoluir sempre na proteção às pessoas, especialmente na prevenção ao feminicídio”, afirmou o vice-governador e coordenador do Programa Estado Presente, Ricardo Ferraço.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, destacou que, enquanto o País registrou aumento de feminicídios, o Espírito Santo seguiu na direção oposta. “Planejamento e investimentos consistentes fazem a diferença, inclusive em crimes de difícil prevenção”, disse.
Monitoramento 24 horas e resposta imediata
A execução do monitoramento é feita pela Secretaria da Justiça (Sejus), por meio de uma central exclusiva que funciona 24 horas por dia, com 17 policiais penais atuando de forma integrada com o Ciodes e a Gerência de Proteção à Mulher (GPM) da Sesp.
A Polícia Militar realiza o atendimento das ocorrências e o acompanhamento das mulheres incluídas no programa, por meio da Patrulha Maria da Penha. O monitoramento é sempre determinado pelo Poder Judiciário.
Atualmente, cinco agressores estão sendo monitorados — três em Vitória e dois na Serra. A primeira mulher protegida pelo programa relatou que conseguiu retomar sua rotina após o início do monitoramento. “Hoje eu me sinto segura. Voltei a trabalhar e a fazer atividades simples do dia a dia. Posso dizer que voltei a ser livre”, afirmou.
Integração e prevenção
Segundo o secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, o diferencial do programa é a integração entre as instituições e a resposta rápida em situações de risco. Atualmente, 227 pessoas cumprem pena no sistema prisional capixaba por feminicídio ou outros crimes ligados à violência doméstica.
Foram contratados 200 kits do Programa Mulher Segura, compostos por tornozeleiras eletrônicas e Unidades Portáteis de Rastreamento (UPRs), com custo mensal de R$ 255,00 por equipamento em uso.
🟨 O que você precisa saber
📉 Homicídios de mulheres em 2025: 75 (menor número desde 1996)
🚨 Feminicídios: queda de 15,4% (de 39 para 33 casos)
🛡️ Programa: Mulher Segura
⌚ Monitoramento: 24 horas, com tornozeleira eletrônica
📍 Abrangência atual: Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica
👮 Acompanhamento: Sejus, Sesp, PMES e Judiciário
💰 Custo por equipamento: R$ 255 mensais

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