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Segunda-feira, 16 de Março 2026

Economia

FINDES articula parcerias entre empresas capixabas e profissionais refugiados

Conselho de Responsabilidade Social da Federação promove encontro com o Exército Brasileiro para apresentar o programa Operação Acolhida e estimular contratações inclusivas

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
FINDES articula parcerias entre empresas capixabas e profissionais refugiados
Divulgação Findes
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VITÓRIA (ES) — A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) recebeu, nesta terça-feira (4), representantes do Exército Brasileiro de Roraima para apresentar o programa Operação Acolhida, iniciativa do Governo Federal que oferece assistência, capacitação e interiorização a migrantes e refugiados venezuelanos.

O encontro, promovido pelo Conselho Temático de Responsabilidade Social (Cores) da Findes, reuniu empresários e lideranças do setor produtivo na sede da Federação, em Vitória, com o objetivo de ampliar as oportunidades de inclusão de profissionais refugiados no mercado de trabalho capixaba.

A apresentação foi conduzida pelo coronel Paulo Eduardo Gressler da Rocha Paiva, chefe do Centro de Coordenação de Interiorização (CCI), e pelo tenente-coronel Otacílio Freire, chefe do Centro de Capacitação e Educação (CCE) — ambos integrantes da Operação Acolhida.

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Parceria que une desenvolvimento e impacto social

A iniciativa marca mais um passo da Findes na articulação entre empresas do Espírito Santo e o programa Operação Acolhida, conectando a demanda por mão de obra qualificada às oportunidades de integração socioeconômica de migrantes e refugiados.

Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, a ação reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento sustentável do Estado.

“A Findes reafirma, com esta iniciativa, seu compromisso com o desenvolvimento social e econômico do Espírito Santo, reconhecendo o papel fundamental do Exército Brasileiro na condução de ações humanitárias que promovem dignidade, cidadania e integração socioeconômica de populações em deslocamento forçado”, afirmou Baraona.

O que é a Operação Acolhida

Criada em 2018, a Operação Acolhida já acolheu mais de 181 mil migrantes e interiorizou 154 mil pessoas em todo o Brasil. No Espírito Santo, mais de 1.060 refugiados já foram beneficiados, sendo 820 contratados por empresas capixabas — principalmente em Linhares, Vila Velha, Vitória, Aracruz e Marechal Floriano.

Coordenada pelo Exército Brasileiro, a operação atua em etapas que incluem recepção, identificação, triagem, acolhimento, capacitação e interiorização.

O Centro de Capacitação e Educação (CCE) oferece formações adaptadas às necessidades dos participantes, em parceria com instituições como o SENAI, com cursos de idioma, cidadania e capacitação técnica e profissionalizante.

Já a Interiorização é feita em quatro modalidades: Reunificação familiar, Reunião social, Institucional e Vaga de Emprego Sinalizada (VES) — sendo esta última a que garante o deslocamento de migrantes já com emprego formal assegurado, e é considerada a mais eficaz.

Como as empresas podem participar

Empresas interessadas em aderir ao programa podem oferecer vagas de emprego sinalizadas (VES) para migrantes e refugiados. O processo é gratuito, seguro e coordenado pelo Exército Brasileiro, com prazo médio de 45 a 90 dias após o cadastro.

O fluxo inclui cinco etapas:

  1. Cadastro da empresa e definição do perfil do profissional;

  2. Seleção e exames presenciais ou on-line;

  3. Revisão documental dos participantes e empregadores;

  4. Fit for Travel, com avaliação médica e atualização vacinal;

  5. Logística e transporte até o destino final.

As empresas se comprometem a oferecer alojamento e alimentação no primeiro mês, favorecendo a adaptação dos trabalhadores e a integração à rotina local.

Resultados e impacto

Desde o início da operação, mais de 28 mil migrantes foram interiorizados por meio de vagas formais, sendo 4,3 mil apenas em 2025. A cidade de Vila Velha figura entre as principais do país em número de contratações.

Empresas participantes relatam alta taxa de retenção, comprometimento e rápida adaptação dos profissionais. O modelo é visto como exemplo de inclusão produtiva e responsabilidade social, unindo propósito humanitário e fortalecimento econômico.

📞 Contato

📱 (61) 98294-6264 — Tenente-coronel Otacílio (CCE)
📱 (95) 99165-0412 — Coronel Paiva (CCI)
📧 protocolo.opacolhida@defesa.gov.br
📸 Instagram: @opacolhida

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