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Sábado, 02 de Maio 2026

Polícia

Homem acusado de esquartejar namorada já havia matado a mãe

Suspeito usava perfis falsos e deixou parte do corpo em mala na rodoviária; ele estava foragido desde fevereiro de 2025

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Homem acusado de esquartejar namorada já havia matado a mãe
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na sexta-feira (5/9), Ricardo Jardim, 66 anos, publicitário suspeito de matar e esquartejar a namorada em Porto Alegre. O caso veio à tona após funcionários da rodoviária da capital encontrarem uma mala com parte do corpo no guarda-volumes, no dia 20 de agosto. Dias antes, braços e pernas já haviam sido recolhidos em sacos de lixo na zona leste da cidade. Exames de DNA indicaram que os restos mortais eram da mesma vítima.

Segundo a investigação, o suspeito foi localizado em uma pousada na zona norte de Porto Alegre. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a rastrear o trajeto de Jardim, inclusive em um supermercado onde ele aparece com o rosto descoberto. A polícia afirma que ele teria tentado sacar dinheiro e usar cartões da vítima.

Histórico criminal

Jardim já havia sido condenado em 2018 por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e posse de arma, por matar a própria mãe e concretar o corpo no apartamento dela, também em Porto Alegre. Condenado a 28 anos de prisão, ele passou ao regime semiaberto em janeiro de 2024 e, desde fevereiro de 2025, estava foragido por descumprir medidas cautelares.

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Linha investigativa

A Polícia Civil apura se o publicitário mantinha perfis falsos nas redes sociais, inclusive com uso de imagens geradas por IA, para se aproximar de mulheres. A corporação pedirá a quebra de dados telemáticos para aprofundar a análise de dispositivos apreendidos. Até a última atualização, a defesa do suspeito não havia sido localizada.

O que se sabe até agora

  • Prisão: 5 de setembro de 2025, em pousada na zona norte de Porto Alegre.

  • Dinâmica: partes do corpo foram achadas em sacos de lixo; o tronco foi deixado em mala no guarda-volumes da rodoviária.

  • Vítima: mulher gaúcha que se relacionava com o suspeito (identidade preservada).

  • Motivação investigada: além do feminicídio, a polícia apura vantagem econômica (uso de cartões e tentativas de saque).

  • Antecedentes: condenado em 2018 por matar a mãe; foragido desde fevereiro de 2025.

  • Próximos passos: perícias complementares, análise de celulares/computadores e apuração sobre perfis falsos para atrair vítimas.

📌 | Feminicídio no Brasil

  • O feminicídio é crime hediondo no Brasil, previsto pela Lei nº 13.104/2015.

  • O país registra, em média, 1 feminicídio a cada 6 horas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

  • Em 2023, foram mais de 1.400 casos registrados oficialmente.

  • Os contextos mais frequentes são: violência doméstica, término de relacionamento e situações de controle ou dependência financeira.

Onde denunciar:

  • 190 → Polícia Militar (emergência).

  • 180 → Central de Atendimento à Mulher.

  • 197 → Polícia Civil.

  • Delegacias da Mulher → atendimento especializado.

👉 Denuncie. A violência contra mulheres é crime e pode ser evitada.

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