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Domingo, 20 de Setembro 2026
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ICMBio esclarece mortes de primatas na Floresta Nacional de Pacotuba e descarta suspeita de febre amarela

Unidade registrou 12 animais envolvidos em ocorrências somente em 2026; atropelamentos, eletrocussões e ataques de cães estão entre as causas identificadas

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
ICMBio esclarece mortes de primatas na Floresta Nacional de Pacotuba e descarta suspeita de febre amarela
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O aumento no número de primatas encontrados mortos ou feridos na Floresta Nacional de Pacotuba (FLONA de Pacotuba), em Cachoeiro de Itapemirim, levou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a divulgar esclarecimentos sobre as ocorrências. Segundo o órgão, não há, até o momento, suspeita de febre amarela associada aos casos.

Entre 31 de agosto de 2024 e 10 de agosto de 2026, foram registrados 18 primatas em situações de conflito com fatores externos dentro da unidade de conservação. Desse total, 11 foram encontrados mortos e sete vivos.

Somente em 2026, até 10 de agosto, foram contabilizados 12 animais, sendo sete encontrados mortos e cinco vivos. Os registros envolvem principalmente bugios-ruivos (Alouatta guariba), espécie ameaçada de extinção, e macacos-prego (Sapajus nigritus).

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O que está causando as mortes?

De acordo com o levantamento apresentado pelo ICMBio, entre as 12 ocorrências registradas neste ano estão quatro atropelamentos, duas eletrocussões, dois ataques de cães e quatro casos cuja causa ainda não pôde ser determinada.

A localização da FLONA ajuda a compreender parte dos riscos enfrentados pelos animais. A unidade está inserida no Corredor Ecológico Burarama – Pacotuba – Cafundó, mas suas áreas florestais estão cercadas por regiões de ocupação humana e cortadas por estradas e vias de circulação.

Entre as principais estão a ES-483 e a estrada de acesso a Monte Alegre.

Além do tráfego de veículos, a presença de cães e a infraestrutura elétrica no entorno também representam riscos para a fauna silvestre.

Quatro casos ainda não têm causa definida

Quatro ocorrências registradas em 2026 permanecem sem causa comprovada e envolvem três bugios-ruivos e um macaco-prego encontrados mortos ou feridos em diferentes locais.

Em um dos episódios, um filhote de bugio-ruivo foi encontrado morto dentro de uma caixa d'água.

Em outro, um bugio adulto foi localizado ainda vivo às margens de uma estrada, apresentando ferimento na cauda. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/Ibama), mas não foi possível determinar a origem da lesão.

Também foram encontrados um bugio-ruivo e um macaco-prego mortos em áreas próximas a estradas e à sede da FLONA.

Animais serão submetidos a necropsia

Os primatas encontrados mortos e que puderam ser mantidos sob refrigeração foram encaminhados para um laboratório da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde serão realizados exames de necropsia.

Até a divulgação das informações, apenas um macaco-prego havia sido necropsiado. O animal foi vítima de um ataque de cachorro ocorrido em 14 de agosto.

O ICMBio ressalta que não existe, até o momento, suspeita de febre amarela relacionada às ocorrências.

Outro esclarecimento importante é que macacos não transmitem febre amarela para seres humanos. A transmissão da doença ocorre por meio da picada de mosquitos infectados.

ICMBio combate informações falsas sobre doenças

O esclarecimento divulgado pela FLONA de Pacotuba também busca combater informações falsas que possam circular após o aparecimento dos animais mortos.

Além de não haver suspeita de febre amarela, o órgão informa que não há registro de carrapato-estrela nas áreas de visitação da unidade, nem registro de carrapatos contaminados.

Também não há, segundo as informações divulgadas, registros de febre maculosa ou de outra doença transmissível relacionada aos casos envolvendo os primatas.

As principais causas já identificadas estão ligadas a fatores como atropelamentos e eletrocussões.

Aumento das ocorrências mobiliza autoridades

Diante do crescimento no número de registros, a equipe da FLONA está reforçando os procedimentos para comunicação e atendimento das ocorrências envolvendo animais silvestres.

No dia 14 de agosto, representantes da unidade participaram de uma reunião com a Vigilância Ambiental da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim.

O encontro buscou estabelecer um fluxo de notificação para animais encontrados mortos, definindo procedimentos de comunicação, responsáveis, prazos e medidas de segurança para o manejo.

O ICMBio também afirma que seguirá adotando medidas destinadas a reduzir os riscos à fauna e orientar ações preventivas no entorno da floresta, especialmente em relação ao trânsito de veículos, presença de cães e infraestrutura elétrica.

O que você precisa saber

Local: Floresta Nacional de Pacotuba, em Cachoeiro de Itapemirim
Período monitorado: 31 de agosto de 2024 a 10 de agosto de 2026
Primatas envolvidos: 18
Encontrados mortos: 11
Encontrados vivos: 7
Somente em 2026: 12 ocorrências, com sete animais mortos e cinco vivos
Causas em 2026: quatro atropelamentos, duas eletrocussões, dois ataques de cães e quatro casos indefinidos
Espécies citadas: bugio-ruivo e macaco-prego
Febre amarela: não há suspeita relacionada às ocorrências até o momento
Febre maculosa: não há registro relacionado aos casos
Investigação: animais preservados foram encaminhados à Ufes para necropsia.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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