A 11ª edição do InovaES, realizada pela primeira vez em Anchieta, movimentou o município na última semana e marcou mais um avanço da política estadual de interiorização da tecnologia. Em dois dias de programação no Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (CEEMTI) Paulo Freire, a feira reuniu estudantes, startups, instituições educacionais e empreendedores locais em torno de projetos de inovação, formação técnica e desenvolvimento regional.
Segundo a Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), mais de cinco mil pessoas circularam pelo evento, que apresentou soluções em inteligência artificial, drones, segurança digital, realidade virtual aplicada à educação, além de demonstrações gastronômicas e apresentações culturais. A movimentação econômica superou R$ 700 mil, entre negociações, vendas e contratações registradas durante a feira.
As atividades alcançaram mais de quatro mil estudantes da rede pública, que participaram de oficinas, experimentações tecnológicas e interações com profissionais do setor. Para a Secti, o contato direto com inovação é decisivo para ampliar vocações, fortalecer a educação profissional e criar um ecossistema articulado fora da capital.
Durante a abertura oficial, o secretário Bruno Lamas destacou o impacto da iniciativa no litoral sul. Na palestra “Quando a inovação encontra a educação”, ele afirmou que a interiorização é “condição para que a tecnologia chegue ao cotidiano de quem vive, estuda e empreende fora das capitais”, e que Anchieta demonstra potencial para receber novos investimentos e projetos formativos.
A programação reuniu autoridades estaduais e municipais, além de representantes da Câmara, gestores da educação e lideranças comunitárias. A transmissão ao vivo no formato podcast também ampliou o alcance das apresentações e registrou os principais projetos expostos.
Com a edição em Anchieta, o InovaES consolida seu papel como vitrine itinerante das iniciativas desenvolvidas pela Secti e reforça a estratégia de conectar governo, escolas, empreendedores e startups em todas as regiões do Espírito Santo. A pasta considera o resultado como mais um passo na construção de um Estado “competitivo, descentralizado e preparado para o futuro”

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