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Segunda-feira, 16 de Março 2026

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Integração e rede de proteção: Fórum na Ales reforça caminhos contra a violência doméstica no ES

Debate destaca impacto sobre filhos das vítimas e defende articulação entre poder público, sociedade e empresas para romper ciclos de violência

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Integração e rede de proteção: Fórum na Ales reforça caminhos contra a violência doméstica no ES
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A violência doméstica permanece como um dos desafios mais sensíveis da sociedade brasileira — e seus efeitos ultrapassam os limites das relações afetivas. Foi o que reforçou o Fórum “Onde estão os filhos da violência?”, realizado nesta quarta-feira (29) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

O evento discutiu o impacto da violência familiar no desenvolvimento de crianças e adolescentes, destacando a necessidade de trabalho integrado entre Judiciário, Ministério Público, Estado, municípios, sociedade civil e setor privado.

A juíza Hermínia Azoury, que se despediu da magistratura após 31 anos, emocionou o público ao defender empatia, esperança e acolhimento como bases para transformar histórias marcadas por dor.

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“Tenho esperança de ver, um dia, essas crianças deixarem de integrar listas de vítimas para serem reconhecidas como cidadãos plenos, com oportunidades e dignidade”, afirmou.

Rede de proteção ainda precisa alcançar quem mais precisa

A deputada Janete de Sá (PSB) destacou que o Espírito Santo avançou, mas ainda enfrenta barreiras importantes — especialmente na comunicação com mulheres em situação de vulnerabilidade.

“A rede funciona para quem consegue acessar. O desafio é chegar à mulher da periferia, da roça, que não conhece seus direitos e tem medo de denunciar.”

Representantes do poder público e da iniciativa privada reforçaram que o enfrentamento ao feminicídio exige mobilização permanente.

A promotora Cristiane Esteves Soares (MPES) foi enfática:

“Todos nós somos responsáveis por casos de feminicídio. A omissão também mata.”

A gerente da ArcelorMittal, Carla Brunoro, lembrou que a violência doméstica entra pelos portões das empresas junto com seus colaboradores:

“Temos 10 mil pessoas dentro da empresa. É como uma cidade. Não podemos fingir que a violência não nos atravessa.”

Educação como eixo de transformação — mas não sozinha

O diretor da Escola do Legislativo, Sergio Majeski, destacou que o ambiente escolar precisa de suporte para lidar com as consequências da violência doméstica:

“A escola sozinha não dá conta. É preciso política pública integrada para salvar essas crianças e lhes garantir futuro digno.”

Despedida e legado

O fórum também marcou a despedida da juíza Hermínia Azoury da magistratura. Nos últimos anos, ela liderou iniciativas estruturantes do TJES no enfrentamento à violência doméstica, tornando-se referência nacional.

"Continuarei na luta. Violência doméstica é pauta de vida", disse, ao ser homenageada.

📌 O que você precisa saber

  • Evento debateu os impactos da violência doméstica em crianças e adolescentes

  • Especialistas defenderam integração entre Poder Público, sociedade e empresas

  • Falta de informação e acesso ainda prejudica mulheres em áreas vulneráveis

  • Juíza Hermínia Azoury encerrou 31 anos na magistratura e reforçou compromisso com a causa

  • Fórum integra série de ações da Ales sobre enfrentamento à violência de gênero

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