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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

Polícia

Investigação revela método brutal em hospital de Taguatinga

Polícia aponta aplicação repetida de produto químico em pacientes, tentativa de disfarce e possível coautoria; Coren-DF acompanha o caso.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Investigação revela método brutal em hospital de Taguatinga
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A investigação sobre a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), revelou um modus operandi considerado extremamente grave e incomum até mesmo para investigadores experientes. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, um técnico de enfermagem de 24 anos teria aplicado desinfetante mais de dez vezes na mesma paciente, em um único dia, com o objetivo de provocar a morte.

O caso é apurado no âmbito da Operação Anúbis e envolve ainda duas técnicas de enfermagem, investigadas por negligência e possível coautoria.

Aplicações letais e tentativa de disfarce

De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, atuava no hospital havia cerca de cinco anos e teria administrado doses letais de medicamentos e desinfetante diretamente na veia de pacientes internados na UTI.

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Em um dos casos, o produto químico foi aspirado com uma seringa e aplicado mais de dez vezes em uma idosa de 75 anos. As investigações indicam que o técnico aguardava a parada cardíaca e, em seguida, realizava manobras de reanimação, com o objetivo de simular atendimento de emergência e ocultar o crime.

Invasão de sistema e receita irregular

Outro ponto central da investigação envolve o acesso indevido ao sistema interno do hospital. A polícia apurou que, em pelo menos uma ocasião, o técnico utilizou a conta de um médico para prescrever um medicamento de forma irregular.

Após a prescrição, ele teria ido até a farmácia da unidade, retirado os medicamentos, preparado as doses e escondido os produtos no jaleco, retornando à UTI para realizar as aplicações sem o conhecimento da equipe médica.

As ações teriam ocorrido, principalmente, nos dias 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025.

Quem são as vítimas

As vítimas identificadas pela investigação são:

  • João Clemente Pereira, 63 anos

  • Miranilde Pereira da Silva, 75 anos

  • Marcos Moreira, 33 anos

Segundo o Instituto Médico Legal (IML), os pacientes apresentavam quadros clínicos distintos, o que reforçou a suspeita após pioras súbitas e repetidas, sem explicação compatível com os diagnósticos iniciais.

Papel das outras investigadas

As técnicas Amanda Rodrigues de Sousa, 22 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 28 anos, também são investigadas. Conforme a Polícia Civil:

  • Amanda atuava em outro setor, mas mantinha amizade antiga com Marcos Vinícius;

  • Marcela era recém-contratada e recebia orientações diretas do técnico.

As apurações indicam que ambas teriam observado a porta do quarto para evitar a entrada de terceiros durante as aplicações, o que configura auxílio em pelo menos dois dos crimes investigados.

Descoberta do esquema e prisões

As suspeitas surgiram após a equipe médica identificar padrões incomuns de agravamento clínico. A direção do hospital iniciou uma apuração interna, analisou imagens de câmeras de segurança, prontuários médicos e registros de medicação, e comunicou imediatamente as autoridades.

Os três profissionais foram demitidos e presos temporariamente durante o cumprimento de mandados da Operação Anúbis. Inicialmente, o técnico negou os fatos, mas confessou após ser confrontado com os vídeos.

As famílias das vítimas foram informadas e receberam esclarecimentos formais.

O que diz o Coren-DF

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que tomou conhecimento das mortes suspeitas e que acompanha o caso:

“Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.”

O conselho ressaltou que o caso tramita na esfera judicial, motivo pelo qual não é possível emitir juízo definitivo neste momento, e reafirmou o compromisso com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem responsável e comprometida com a vida.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil não descarta a existência de outras vítimas e investiga se o mesmo padrão de conduta pode ter ocorrido em períodos anteriores. O inquérito apura homicídio qualificado, e a polícia afirma que não há indícios de que os crimes tenham ocorrido a pedido das vítimas ou de familiares.

O caso segue sob sigilo parcial, mas novas fases da investigação devem ser deflagradas.

🟨 O que você precisa saber

  • Local: Hospital Anchieta, Taguatinga (DF)

  • Crime investigado: homicídio qualificado em UTI

  • Principal suspeito: Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos

  • Método: injeção de medicamentos e desinfetante na veia

  • Outras investigadas: Amanda Rodrigues de Sousa (22) e Marcela Camilly Alves da Silva (28)

  • Descoberta: análise de câmeras e prontuários médicos

  • Operação: Anúbis

  • Situação atual: três presos temporariamente; investigação em curso

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