O mês de janeiro, marcado pela campanha Janeiro Roxo, reforça a conscientização e o enfrentamento da hanseníase, uma doença infecciosa crônica que ainda representa desafio para a saúde pública. No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica ações de prevenção, diagnóstico precoce e qualificação profissional, com destaque para o uso de novas tecnologias no enfrentamento da doença.
Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Entre os sintomas mais comuns estão manchas claras ou avermelhadas com perda de sensibilidade, formigamentos, fraqueza nas mãos e pés, nervos engrossados e doloridos. Em alguns casos, a doença pode evoluir sem sinais aparentes, dificultando a identificação precoce.
Apesar disso, a hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando iniciado corretamente, o uso dos medicamentos interrompe a transmissão da doença, reduzindo riscos de sequelas físicas e incapacidades permanentes.
Casos em queda no Espírito Santo
Dados da Sesa indicam uma redução no número de novos casos nos últimos anos. Em 2025, foram registrados 428 diagnósticos, frente a 465 em 2024. A queda reflete o fortalecimento das ações de vigilância, capacitação das equipes e ampliação do acesso ao diagnóstico.
Tecnologia e capacitação no centro da estratégia
Como parte das ações do Janeiro Roxo, a Sesa promove, nesta sexta-feira (23), o seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”, reunindo cerca de 200 profissionais de saúde dos 78 municípios capixabas, entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários, fisioterapeutas, farmacêuticos e equipes da vigilância epidemiológica.
O encontro será realizado no Sheraton Hotel, em Vitória, e tem como foco a atualização técnica, integração das equipes e o uso de ferramentas inovadoras, como testes rápidos, diagnóstico biomolecular, fluxogramas clínicos atualizados e investigação da resistência antimicrobiana.
Segundo a Sesa, a capacitação é essencial porque a hanseníase pode ser confundida com outras doenças dermatológicas ou autoimunes, atrasando o diagnóstico. “O profissional de saúde tem papel fundamental na identificação precoce e no acompanhamento do paciente e de seus contatos”, destaca a equipe técnica da Secretaria.
Combate ao preconceito e cuidado integral
Além da tecnologia, o seminário também reforça a importância do combate ao estigma que ainda envolve a hanseníase. O acompanhamento dos contatos próximos do paciente, a escuta qualificada e o cuidado contínuo até a alta são pilares da política estadual de enfrentamento da doença.
🧾 O que você precisa saber
Doença: hanseníase (tem cura)
Tratamento: gratuito pelo SUS
Situação no ES: casos em queda (428 em 2025)
Ação principal: seminário estadual com foco em novas tecnologias
Data: sexta-feira, 23 de janeiro
Local: Sheraton Hotel, Vitória

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