PETROLINA (PE) — O jovem Fridman Gustavo Amorim Brito, de 22 anos, morreu na noite de quarta-feira (10) após permanecer 29 dias internado no Hospital Regional de Juazeiro, na Bahia. Ele é a segunda vítima fatal ligada ao mesmo episódio de intoxicação por metanol que matou sua namorada, a influencer Yasmin Ângela, em 12 de novembro, no Sertão de Pernambuco.
O casal e uma amiga ingeriram uma bebida alcoólica adquirida em São Bento do Una, no Agreste pernambucano, durante a celebração do aniversário de Yasmin, em Petrolina. Minutos após o consumo, os três começaram a apresentar sintomas compatíveis com intoxicação — entre eles perda de consciência, tontura e queda abrupta do estado geral.
A influencer, de 26 anos, não chegou a ser socorrida. Fridman e a terceira vítima, uma jovem de 21 anos, foram levados inicialmente ao Hospital Universitário (HU) de Petrolina e, posteriormente, transferidos: ele para Juazeiro e ela para o Hospital Regional de Ouricuri, onde recebeu o antídoto e teve alta.
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Fridman, entretanto, não resistiu às complicações provocadas pelo metanol, um tipo de álcool altamente tóxico, frequentemente usado na produção clandestina de bebidas adulteradas.
Caso será contabilizado na Bahia
Como Fridman morava em Juazeiro, sua morte será registrada oficialmente pelo estado da Bahia. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) local, onde aguarda liberação. A família deve definir ainda nesta quinta-feira o horário do velório e do enterro.
A garrafa ingerida pelos jovens foi encaminhada para perícia. O laudo deve auxiliar na investigação sobre a origem do produto e a possível circulação de outras bebidas contaminadas na região.
SDS confirma série de intoxicações por metanol
No dia 18 de novembro, a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco confirmou que quatro casos em investigação no Sertão — incluindo o da influencer — foram provocados por intoxicação por metanol. A conclusão veio após análise do Laboratório de Toxicologia da Polícia Científica.
A substância, quando ingerida, pode causar cegueira, falência múltipla de órgãos e morte. Mesmo com administração de antídotos e suporte intensivo, as sequelas podem ser irreversíveis.
Bebidas adulteradas: risco crescente e investigação em andamento
Autoridades estaduais reforçam que a prática de adulterar bebidas, principalmente destilados, tem se tornado mais frequente em mercados informais. A presença de metanol — proibida para consumo humano — é característica de produtos fabricados sem padrão sanitário e comercializados irregularmente.
A Polícia Civil apura a cadeia de distribuição do uísque consumido pelas vítimas. A investigação busca identificar fornecedores, comerciantes e possíveis responsáveis pela adulteração.
O que você precisa saber
• Segunda morte confirmada: Fridman Gustavo morreu após 29 dias internado; Yasmin Ângela morreu dois dias após o consumo.
• Mesma garrafa envolvida: bebida adulterada com metanol foi ingerida durante aniversário da influencer.
• Metanol é altamente tóxico: uso é proibido em bebidas; ingestão pode causar morte em poucas horas.
• Perícia em andamento: garrafa foi enviada para análise; polícia investiga origem e distribuição.
• Uma terceira vítima sobreviveu: jovem de 21 anos recebeu antídoto e teve alta.
• Alerta ampliado: SDS confirmou quatro casos de intoxicação por metanol no Sertão de Pernambuco.
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