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Quinta-feira, 22 de Janeiro 2026

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“O silêncio também mata”: Arcebispo de Cachoeiro convoca homens a combater violência contra mulheres

Dom Luiz Fernando Lisboa alerta para explosão de casos no ES e afirma que agressão contradiz a fé: “Um homem que levanta a mão contra uma mulher nega o batismo que recebeu.”.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
“O silêncio também mata”: Arcebispo de Cachoeiro convoca homens a combater violência contra mulheres
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O arcebispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, publicou uma carta pastoral contundente dirigida especialmente aos homens, convocando-os a romper o silêncio e assumir responsabilidade direta no enfrentamento à violência contra mulheres. Para o religioso, esse tipo de agressão “não é apenas um drama social, mas uma ferida moral, espiritual e humana”, que corrói famílias, atinge crianças e afronta a dignidade concedida por Deus a cada mulher.

A mensagem foi motivada pela alta de casos no Espírito Santo e pela preocupação pastoral da Diocese com a escalada da violência. Em 2024, segundo dados citados por Dom Luiz, o estado registrou 15.954 atendimentos por violência contra a mulher no Ligue 180 — aumento de 44% em relação ao ano anterior — além de 2.670 denúncias formais. Em 41% dos homicídios de mulheres, a motivação foi feminicídio. “Por trás de cada número há uma história interrompida, uma família devastada e crianças que carregam cicatrizes para a vida”, alerta.

“O amor ao Evangelho não permite neutralidade”

Na carta, Dom Luiz critica padrões culturais que ainda reforçam uma masculinidade baseada na dominação e no silêncio. Ele afirma que qualquer comportamento agressivo “desmente o Evangelho” e contraria a fé professada pelo agressor.

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“Um homem que levanta a mão para ferir uma mulher nega o batismo que recebeu”, escreveu o arcebispo.

Ele reforça que a violência não se limita à agressão física: pode ser psicológica, moral, sexual ou patrimonial, e todas precisam ser reconhecidas e combatidas tanto dentro quanto fora das comunidades religiosas.

Protagonismo masculino no enfrentamento

O religioso convoca homens católicos — e todos os homens de boa vontade — a assumirem protagonismo no combate às agressões, intervindo, dialogando e aconselhando outros homens que reproduzem comportamentos violentos.

“O silêncio é cúmplice da violência”, diz Dom Luiz, destacando que uma conversa firme pode evitar tragédias.

A carta propõe ainda ações permanentes dentro da Diocese, como:

  • Formação pastoral para acolhimento de vítimas;

  • Criação de grupos de enfrentamento à violência doméstica;

  • Instituição do Mês da Proteção da Mulher, com ações educativas e pastorais;

  • Mobilização das comunidades paroquiais para reconhecer sinais de violência e encaminhar denúncias.

Proteção às vítimas e responsabilidade comunitária

O arcebispo orienta que qualquer suspeita ou evidência de agressão seja tratada com urgência através dos canais oficiais de proteção, garantindo acolhimento seguro e imediato às vítimas. Ele lembra que violência doméstica também atinge profundamente as crianças, que se tornam vítimas invisíveis e carregam traumas por toda a vida.

No fechamento da carta pastoral, Dom Luiz pede perdão enquanto Igreja pelo silêncio histórico diante da dor de tantas mulheres e reafirma o compromisso da Diocese de agir de forma concreta e permanente.

📌 O que você precisa saber

  • Dom Luiz Fernando Lisboa publicou carta pastoral convocando homens a combater a violência contra mulheres.

  • O arcebispo afirma que agressão contradiz o Evangelho e “nega o batismo recebido”.

  • ES registrou 15.954 atendimentos por violência contra a mulher em 2024 — aumento de 44%.

  • 41% dos homicídios de mulheres no estado foram feminicídios.

  • Bispo pede que homens assumam protagonismo no enfrentamento, rompendo o silêncio e aconselhando outros homens.

  • Diocese propõe ações permanentes: grupos de apoio, formação pastoral e o Mês da Proteção da Mulher.

  • Carta reforça que violência pode ser física, moral, sexual, psicológica ou patrimonial.

  • Denúncias devem ser feitas imediatamente nos canais oficiais de proteção.

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