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Domingo, 08 de Março 2026

Saúde

Paciente paraplégico volta a mover as pernas 15 dias após terapia brasileira inédita

Homem com lesão medular grave em Minas Gerais apresenta movimentos voluntários após aplicação da polilaminina, tecnologia criada por Tatiana Coelho de Sampaio.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Paciente paraplégico volta a mover as pernas 15 dias após terapia brasileira inédita
Divulgação / Redes Sociais
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Quinze dias após receber uma aplicação experimental de polilaminina, um paciente paraplégico de Minas Gerais passou a apresentar movimentos ativos durante exercícios de reabilitação, reacendendo a esperança de avanço real no tratamento de lesões medulares. O caso é acompanhado por equipes médicas e integra os primeiros testes clínicos da substância desenvolvida pela cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio.

O paciente foi diagnosticado com lesão medular em T12, condição que havia provocado perda total de sensibilidade e movimentos abaixo do nível da lesão. Antes do tratamento, não havia qualquer resposta motora.

Movimentos voluntários surpreendem equipe médica

Imagens recentes mostram o paciente realizando exercícios como abdutora e extensora, já com movimentos voluntários perceptíveis. Para profissionais da área, esse tipo de resposta, em casos semelhantes, costuma ser considerado raro ou improvável dentro da medicina tradicional.

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O homem é o segundo paciente em Minas Gerais a receber a polilaminina, proteína criada em laboratório para estimular a reconexão de neurônios danificados.

Apesar do impacto visual e clínico, especialistas reforçam que os resultados ainda são preliminares e precisam ser analisados com cautela, dentro de protocolos científicos rigorosos.

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma forma polimerizada da proteína laminina, capaz de formar uma malha biológica que orienta o crescimento celular e favorece a regeneração de axônios — estruturas responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos entre o cérebro e o corpo.

A tecnologia foi desenvolvida ao longo de quase três décadas de pesquisas conduzidas no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde Tatiana Sampaio lidera o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular.

Avanços acompanhados com responsabilidade científica

Pesquisadores e médicos envolvidos destacam que cada avanço, mesmo pequeno, já representa um marco para pacientes que antes não apresentavam qualquer resposta motora.

Os protocolos incluem monitoramento contínuo, exames periódicos e avaliação criteriosa da segurança e da eficácia da substância. A comunidade científica acompanha de perto os dados que vêm sendo gerados.

Nova fronteira para a medicina regenerativa

Lesões medulares que levam à paraplegia historicamente apresentam opções limitadas de recuperação. A possibilidade de restaurar, ainda que parcialmente, funções motoras muda a perspectiva para milhares de pessoas e familiares.

O caso mineiro se soma a outros relatos iniciais considerados animadores e fortalece a posição do Brasil como protagonista global nas pesquisas em regeneração neural.

O que você precisa saber

  • Paciente: homem com lesão medular em T12 e paraplegia

  • Antes do tratamento: sem sensibilidade ou movimentos abaixo da lesão

  • Após 15 dias: movimentos ativos em exercícios de reabilitação

  • Tecnologia: polilaminina

  • Desenvolvedora: Tatiana Coelho de Sampaio (UFRJ)

  • Situação atual: resultados preliminares sob monitoramento rigoroso

  • Impacto: avanço promissor na medicina regenerativa

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