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Segunda-feira, 11 de Maio 2026

Saúde

Pesquisa no ES avança e pode mudar combate ao maruim no Brasil: Fiocruz lidera ofensiva contra inseto que transmite Oropouche

Estudo em Alfredo Chaves une forças nacionais para frear avanço do maruim, vetor de vírus que já causou morte no Espírito Santo.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Pesquisa no ES avança e pode mudar combate ao maruim no Brasil: Fiocruz lidera ofensiva contra inseto que transmite Oropouche
Dirceu Cetto
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Alfredo Chaves vira centro estratégico em pesquisa que pode revolucionar o combate ao maruim no país

Alfredo Chaves, no sul do Espírito Santo, desponta como protagonista de uma iniciativa que pode transformar a forma como o Brasil enfrenta o maruim — pequeno inseto que, além de provocar incômodo constante à população rural, é vetor do vírus Oropouche, responsável por surtos preocupantes em 2024.

O município se tornou polo de uma força-tarefa científica coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-ES) e a prefeitura local. A pesquisa, que já entrou em uma nova fase de aprofundamento, busca dados que sirvam de base para uma estratégia nacional de controle do vetor.

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Na última semana, uma equipe com oito pesquisadores percorreu áreas da zona rural do município para coletar novos exemplares do inseto. As amostras foram enviadas para o laboratório do Ministério da Saúde, onde passarão por análises genéticas e ambientais. O objetivo é entender melhor a presença do vetor, identificar as espécies predominantes e avaliar a eficácia das medidas já aplicadas.

“Estamos mapeando os focos, testando produtos e, agora, investigando a presença do vírus Oropouche diretamente nas amostras”, explica a bióloga da Fiocruz, Jéssica Gouveia. Segundo ela, essa nova etapa é fundamental para tornar o combate mais preciso e prevenir a propagação da doença.

A atuação em campo começou em janeiro, concentrando-se nas comunidades mais afetadas. Para viabilizar os trabalhos, a Secretaria Municipal de Saúde cedeu uma sala que foi transformada em laboratório provisório. Além disso, agentes comunitários têm apoiado a equipe na coleta de dados e no contato com os moradores — um elo essencial entre a ciência e a realidade local.

Nesta semana, a pesquisa ganhou o reforço da Embrapa, que iniciou testes com substâncias de potencial inseticida. Os pesquisadores avaliam tanto a eficiência dos produtos contra o maruim quanto os impactos ambientais e sua compatibilidade com a agricultura da região.

“Nosso objetivo é desenvolver soluções sustentáveis e adaptadas ao contexto local, sem comprometer o meio ambiente ou a produção agrícola”, pontua Gouveia.

A iniciativa ganhou ainda mais relevância diante do avanço da febre do Oropouche no país. O Espírito Santo liderou o número de casos notificados em 2024, com confirmação de óbito. A doença, transmitida pelo maruim, causa febre, dor de cabeça, náusea e sintomas semelhantes aos da dengue e chikungunya — tornando o diagnóstico mais difícil e o controle mais urgente.

Para a secretária municipal de Saúde, Taís Uliana, os dados obtidos pela pesquisa podem ser determinantes para orientar políticas públicas mais eficazes. “Esse estudo não beneficia apenas Alfredo Chaves. Ele representa um passo importante para todo o Espírito Santo — e, potencialmente, para o país inteiro. Precisamos de ações baseadas em evidências, e é isso que essa parceria nos oferece”, afirma.

Com o avanço da ciência em campo, o pequeno município capixaba se transforma em um farol nacional na luta contra o maruim — um inimigo silencioso que, até então, seguia à margem das prioridades sanitárias. Agora, a expectativa é que o que começa em Alfredo Chaves possa servir de modelo para outras regiões do Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: por Dirceu Cetto | Prefeitura de Alfredo Chaves

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