A produção de petróleo e gás natural no Espírito Santo deve alcançar seu ponto máximo em 2027, antes de iniciar um ciclo de declínio ao longo da próxima década. A projeção é do Findes, com base no Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural divulgado nesta semana.
Segundo o levantamento, o Estado poderá atingir uma produção de até 248,4 mil barris de petróleo por dia e 6,2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural em 2027 — o maior volume já registrado na história capixaba.
Crescimento acelerado até o pico
O avanço da produção nos próximos anos será impulsionado principalmente pelas operações offshore, com destaque para os campos de Jubarte, Golfinho e Wahoo.
Entre os fatores que sustentam esse crescimento estão:
Entrada em operação de novas plataformas
Expansão de projetos já existentes
Aumento da eficiência na exploração marítima
A expectativa é de um crescimento médio anual de 13,5% na produção de petróleo entre 2025 e 2027. No caso do gás natural, a alta projetada é de 10,6% ao ano, acompanhando o ritmo da produção petrolífera.
Campos estratégicos puxam produção
O cenário de expansão está diretamente ligado a projetos relevantes no litoral capixaba:
Campo de Jubarte, com a atuação de plataformas como o FPSO Maria Quitéria
Campo de Golfinho, em fase de ampliação operacional
Campo de Wahoo, com início de produção previsto a partir de 2026
Esses empreendimentos consolidam o protagonismo do Espírito Santo no setor de óleo e gás, especialmente na produção offshore.
Onshore segue relevante para a economia local
Embora represente menor volume de produção, a atividade em terra (onshore) mantém papel importante na economia de municípios capixabas.
Entre os impactos estão:
Geração de emprego e renda
Revitalização de campos maduros
Ampliação da vida útil de operações existentes
Após 2027, tendência é de queda
Após atingir o pico, a produção deve entrar em declínio natural, reflexo do esgotamento progressivo dos campos.
As projeções indicam que:
O petróleo pode cair de 248,4 mil barris/dia em 2027 para 111,1 mil em 2035
O gás natural pode recuar de 6,2 milhões para 2,9 milhões de m³/dia no mesmo período
A redução média anual deve girar em torno de 9% a 10%, caso não haja novos investimentos ou descoberta de novas áreas de exploração.
Planejamento será decisivo para o futuro
O estudo reforça a necessidade de planejamento estratégico para manter a relevância do setor no Estado. A continuidade dos investimentos, a exploração de novas fronteiras e a inovação tecnológica serão determinantes para evitar uma queda mais acentuada no longo prazo.
O que você precisa saber
⛽ Pico previsto: 2027
📊 Produção máxima: 248,4 mil barris/dia (petróleo)
🔥 Gás natural: 6,2 milhões de m³/dia no pico
📈 Crescimento: até 13,5% ao ano até 2027
🌊 Foco: produção offshore (Jubarte, Golfinho e Wahoo)
📉 Depois do pico: queda gradual até 2035
⚠️ Risco: declínio natural sem novos investimentos
🧭 Desafio: manter competitividade e atrair novos projetos

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