Revista Conexão

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 21 de Abril 2026

Geral

Petróleo no ES deve atingir pico histórico em 2027 e entrar em declínio, aponta Findes

Produção pode chegar a 248 mil barris por dia antes de iniciar queda natural impulsionada pelo esgotamento dos campos

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Petróleo no ES deve atingir pico histórico em 2027 e entrar em declínio, aponta Findes
DIVULGAÇÃO
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A produção de petróleo e gás natural no Espírito Santo deve alcançar seu ponto máximo em 2027, antes de iniciar um ciclo de declínio ao longo da próxima década. A projeção é do Findes, com base no Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural divulgado nesta semana.

Segundo o levantamento, o Estado poderá atingir uma produção de até 248,4 mil barris de petróleo por dia e 6,2 milhões de metros cúbicos diários de gás natural em 2027 — o maior volume já registrado na história capixaba.

Crescimento acelerado até o pico

Publicidade

Leia Também:

O avanço da produção nos próximos anos será impulsionado principalmente pelas operações offshore, com destaque para os campos de Jubarte, Golfinho e Wahoo.

Entre os fatores que sustentam esse crescimento estão:

Entrada em operação de novas plataformas
Expansão de projetos já existentes
Aumento da eficiência na exploração marítima

A expectativa é de um crescimento médio anual de 13,5% na produção de petróleo entre 2025 e 2027. No caso do gás natural, a alta projetada é de 10,6% ao ano, acompanhando o ritmo da produção petrolífera.

Campos estratégicos puxam produção

O cenário de expansão está diretamente ligado a projetos relevantes no litoral capixaba:

Campo de Jubarte, com a atuação de plataformas como o FPSO Maria Quitéria
Campo de Golfinho, em fase de ampliação operacional
Campo de Wahoo, com início de produção previsto a partir de 2026

Esses empreendimentos consolidam o protagonismo do Espírito Santo no setor de óleo e gás, especialmente na produção offshore.

Onshore segue relevante para a economia local

Embora represente menor volume de produção, a atividade em terra (onshore) mantém papel importante na economia de municípios capixabas.

Entre os impactos estão:

Geração de emprego e renda
Revitalização de campos maduros
Ampliação da vida útil de operações existentes
Após 2027, tendência é de queda

Após atingir o pico, a produção deve entrar em declínio natural, reflexo do esgotamento progressivo dos campos.

As projeções indicam que:

O petróleo pode cair de 248,4 mil barris/dia em 2027 para 111,1 mil em 2035
O gás natural pode recuar de 6,2 milhões para 2,9 milhões de m³/dia no mesmo período

A redução média anual deve girar em torno de 9% a 10%, caso não haja novos investimentos ou descoberta de novas áreas de exploração.

Planejamento será decisivo para o futuro

O estudo reforça a necessidade de planejamento estratégico para manter a relevância do setor no Estado. A continuidade dos investimentos, a exploração de novas fronteiras e a inovação tecnológica serão determinantes para evitar uma queda mais acentuada no longo prazo.

O que você precisa saber
⛽ Pico previsto: 2027
📊 Produção máxima: 248,4 mil barris/dia (petróleo)
🔥 Gás natural: 6,2 milhões de m³/dia no pico
📈 Crescimento: até 13,5% ao ano até 2027
🌊 Foco: produção offshore (Jubarte, Golfinho e Wahoo)
📉 Depois do pico: queda gradual até 2035
⚠️ Risco: declínio natural sem novos investimentos
🧭 Desafio: manter competitividade e atrair novos projetos

Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Revista Conexão
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR