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Segunda-feira, 11 de Maio 2026

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Pimenta-do-reino vive boom no ES, mas setor ainda busca salto industrial

Estado lidera produção e exportação nacional, porém especialistas defendem avanço além da venda de commodity para ampliar valor agregado e competitividade

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Pimenta-do-reino vive boom no ES, mas setor ainda busca salto industrial
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O crescimento da cadeia produtiva da pimenta-do-reino no Espírito Santo transformou o Estado em uma potência nacional e internacional do setor. Em pouco mais de duas décadas, a produção saltou de 3,7 mil toneladas para 73,5 mil toneladas anuais, consolidando os capixabas como líderes absolutos da cultura no país.

Os dados foram destacados em análise publicada pela economista Stefany Sampaio, que aponta que o Espírito Santo já responde por cerca de 65% da produção brasileira e por 66,5% das exportações nacionais da especiaria.

Exportações dispararam em 23 anos

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O avanço mais expressivo ocorreu no mercado internacional.

Em 2002, as exportações capixabas de pimenta-do-reino somavam US$ 4,8 milhões. Em 2025, esse volume alcançou US$ 347,2 milhões — um crescimento considerado histórico para o agronegócio estadual.

A participação capixaba nas exportações brasileiras também disparou, passando de 6,7% para 67,5% no período.

Produção cresce em área e produtividade

O crescimento não aconteceu apenas em volume exportado.

Segundo a análise, a área colhida passou de 1.766 hectares em 2002 para mais de 20 mil hectares em 2024, enquanto a produtividade avançou de 2.083 quilos por hectare para 3.634 quilos por hectare.

O impacto econômico também impressiona: o valor bruto da produção saiu de R$ 11,7 milhões para R$ 2,2 bilhões.

Mercado internacional impulsionou expansão

De acordo com Stefany Sampaio, a expansão da cadeia produtiva ocorreu principalmente pela abertura de mercados internacionais.

Hoje, a pimenta-do-reino capixaba é exportada para cerca de 50 países. O principal destino é o Vietnã, seguido por Emirados Árabes Unidos, Senegal e Paquistão.

A avaliação é de que o setor conseguiu abrir novas frentes comerciais principalmente no Oriente Médio e na Ásia.

Cooperativas e tecnologia ajudaram setor a crescer

Outro ponto destacado foi a capacidade de resposta dos produtores capixabas diante da expansão da demanda.

A análise aponta que cooperativas, associações e o Incaper tiveram papel importante no avanço tecnológico da cultura, promovendo melhorias em manejo, pesquisa, inovação e comercialização.

Desafio agora é agregar valor

Apesar dos resultados positivos, especialistas apontam que a cadeia produtiva ainda depende fortemente da venda do produto in natura, no modelo tradicional de commodity.

Segundo o artigo, o próximo passo estratégico é ampliar o chamado “adensamento da cadeia produtiva”, avançando para setores industriais de maior valor agregado.

O Plano Estratégico da Agricultura Capixaba (PEDEAG 4) aponta potencial para utilização da pimenta-do-reino em segmentos como:

indústria alimentícia;
farmacêutica;
cosmética;
química;
bioinsumos.

A proposta é que o Espírito Santo siga trajetória semelhante à construída pelos setores dos cafés arábica e conilon, que passaram a investir fortemente em industrialização, marcas, diferenciação e agregação de valor.

📌 O que você precisa saber
Espírito Santo lidera produção nacional de pimenta-do-reino
Produção cresceu 1.897% em 23 anos
Exportações saltaram de US$ 4,8 milhões para US$ 347,2 milhões
Estado responde por cerca de 67% das exportações brasileiras
Produto é vendido para cerca de 50 países
Vietnã é hoje o principal destino internacional
Especialistas defendem avanço industrial e agregação de valor
Setor busca seguir modelo de crescimento dos cafés especiais capixabas

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