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Sábado, 02 de Maio 2026

Polícia

Polícia de SC identifica adolescente que matou cão orelha e pede internação

Inquérito conclui que agressão fatal ao cão comunitário foi cometida por um único adolescente; caso gerou comoção nacional e protestos contra maus-tratos a animais.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Polícia de SC identifica adolescente que matou cão orelha e pede internação
Divulgação / Redes Sociais
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Na véspera de completar um mês da morte do cão comunitário Orelha, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (3), as investigações e identificou o adolescente responsável pelo ataque que matou o animal na Praia Brava, em Florianópolis. Diante da gravidade do crime, a corporação solicitou à Justiça a internação do jovem.

Imagens e contradições levaram à identificação do suspeito

Segundo a Polícia Civil, câmeras de segurança registraram o adolescente chegando e saindo do local onde Orelha foi agredido. Em depoimento, ele teria mentido sobre onde estava no horário do ataque. No dia em que retornou ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos — considerada “pré-agendada” pela família — policiais apreenderam com ele o mesmo moletom e o mesmo boné vistos nas imagens.

Morte causada por golpe contundente na cabeça

Laudos da Polícia Científica apontam que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente provocada por chute ou por objeto rígido, como madeira ou garrafa. O ataque ocorreu por volta das 5h30 da madrugada de 4 de janeiro. Resgatado no dia seguinte por uma moradora, o cão não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.

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Internação solicitada e outros envolvidos indiciados

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil pediu a internação do adolescente, medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo. Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunhas. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, que poderá propor a ação de apuração de ato infracional.

Defesa questiona conclusão da investigação

Em nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem, afirmam que a apuração se baseia em “elementos circunstanciais” e que não tiveram acesso integral aos autos. A defesa sustenta que o caso foi politizado e que conclusões precipitadas podem ferir garantias legais.

Caso Caramelo é distinto, afirma polícia

As investigações também esclareceram episódios envolvendo o cão Caramelo, outro cachorro comunitário da região. Segundo a corporação, trata-se de um caso diferente, envolvendo outros adolescentes. Caramelo sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

Comoção nacional e pressão por punições mais severas

A morte de Orelha mobilizou protestos em diversas capitais brasileiras e reacendeu o debate sobre punições mais rigorosas para crimes de maus-tratos a animais, além da importância da fiscalização e da educação para prevenção da violência.

O que você precisa saber

  • Vítima: Orelha, cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis.

  • Autor apontado: Um adolescente, identificado pela Polícia Civil.

  • Causa da morte: Golpe contundente na cabeça.

  • Medida solicitada: Internação do suspeito no sistema socioeducativo.

  • Situação do inquérito: Encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário.

  • Comoção: Caso gerou protestos nacionais contra maus-tratos a animais.

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