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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

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Porto da Imetame: acordo pode reduzir custos e ampliar exportações do café capixaba

Parceria inédita coloca produtores na mesa de decisões logísticas e promete mais competitividade ao café do Espírito Santo no mercado internacional

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Porto da Imetame: acordo pode reduzir custos e ampliar exportações do café capixaba
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O café capixaba pode estar diante de uma virada estratégica na logística de exportação. A assinatura de um termo de compromisso entre o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) e o Porto da Imetame abre caminho para redução de custos, maior previsibilidade operacional e ampliação das vendas externas do produto símbolo do Espírito Santo.

Com vigência de três anos, o acordo estabelece uma cooperação técnica inédita, permitindo que produtores e exportadores participem desde a origem da construção da solução logística do novo terminal. Na prática, estão previstos estudos conjuntos, troca de informações estratégicas e criação de comitês técnicos, responsáveis por definir demandas reais do setor, como volume de contêineres, fluxos de embarque, necessidade de armazéns e previsibilidade das operações.

Para um setor que comercializa grande parte da produção antes mesmo da colheita, a previsibilidade logística deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica para fechar contratos internacionais.

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Hoje, apesar de liderar a produção nacional de café conilon, abrigar indústrias de café solúvel e também produzir arábica, o Espírito Santo enfrenta gargalos históricos na exportação. A limitação de rotas internacionais a partir de Vitória obriga o uso frequente dos portos de Santos e Rio de Janeiro, elevando custos, ampliando o tempo de trânsito e reduzindo a competitividade do café capixaba no mercado global.

Com o Porto da Imetame, a expectativa é inverter essa lógica. A ampliação da oferta de contêineres, a entrada de um operador global e o fortalecimento das rotas de exportação devem permitir que mais café seja embarcado diretamente pelo Espírito Santo, recuperando volumes hoje desviados para outros estados e garantindo regularidade no fluxo de exportação.

Segundo o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, a logística já se tornou um dos principais gargalos do setor.
“A estrutura portuária capixaba é o nosso valor para continuar competitivo como exportador de café verde e café solúvel. A logística hoje limita o crescimento do setor”, afirmou.

Ao alinhar a operação portuária à realidade do mercado cafeeiro, o novo modelo tende a gerar ganhos de escala, redução da imprevisibilidade de custos e maior segurança comercial. No fim da cadeia, o impacto chega diretamente ao produtor, com margens mais sustentáveis e maior capacidade de o Espírito Santo disputar espaço em um mercado global cada vez mais exigente.

🧾 O que você precisa saber

Acordo: CCCV e Porto da Imetame

Prazo: vigência de 3 anos

Objetivo: reduzir custos logísticos e ampliar exportações

Diferencial: produtores participam da definição da operação portuária

Problema atual: dependência dos portos de Santos e Rio de Janeiro

Impacto esperado: mais competitividade, previsibilidade e margem ao produtor

Produto estratégico: café conilon, arábica e café solúvel do ES

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