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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

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Povos ciganos sofrem discriminação e invisibilidade, aponta debate na Ales

Especialistas e gestores defendem políticas públicas específicas e participação direta das comunidades

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Povos ciganos sofrem discriminação e invisibilidade, aponta debate na Ales
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A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa discutiu, nesta terça-feira (2), a necessidade de ampliar e estruturar políticas públicas voltadas aos povos ciganos no Espírito Santo. Estudiosos e gestores da área de igualdade racial foram convidados pelo colegiado para apresentar diagnósticos, desafios e caminhos para garantir direitos historicamente negados a essas comunidades.

A jornalista e pesquisadora Déborah Sathler, que estuda povos ciganos há 15 anos em seus trabalhos de mestrado e doutorado na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), destacou que o Estado se torna referência nacional na temática, especialmente pela oferta de cursos de letramento étnico-racial cigano para servidores públicos responsáveis por políticas sociais.

Apesar dos avanços, a pesquisadora ressaltou a ausência de dados completos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre essas populações. As informações disponíveis atualmente são provenientes do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), o que representa apenas o recorte dos ciganos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

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Segundo Déborah, o Brasil é o terceiro país do mundo com maior presença cigana, atrás apenas da Romênia e dos Estados Unidos. No Espírito Santo, há registro da presença desses povos em 25 municípios.

A deputada Camila Valadão (Psol), presidente da comissão, citou que Serra, Fundão, São Mateus, Colatina e João Neiva concentram as maiores comunidades ciganas do Estado. Ela alertou que a discriminação histórica, a invisibilidade institucional e a negação de direitos básicos ainda marcam a realidade dessas famílias, o que limita o acesso à educação, saúde, documentação civil e demais políticas públicas.

“É a primeira vez que esse debate é feito na nossa comissão, e iniciamos esse diálogo com enorme responsabilidade. O próximo passo é realizar uma audiência pública com a participação direta dos povos ciganos”, afirmou.

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Comissão de Direitos Humanos debateu, pela primeira vez, a situação dos povos ciganos no ES.

Especialistas apontam falta de dados específicos do IBGE; CadÚnico ainda é a única fonte nacional.

Brasil é o terceiro país com maior população cigana do mundo.

No ES, 25 municípios têm presença cigana; Serra, Fundão, São Mateus, Colatina e João Neiva lideram.

Comunidades enfrentam discriminação, invisibilidade institucional e barreiras de acesso a serviços públicos.

Audiência pública com participação das comunidades deve ser convocada pela Ales.

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