A partir desta quinta-feira (1º), a conta de luz ficará mais cara para os brasileiros. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou, na última sexta-feira (25), que o sistema de bandeiras tarifárias entrará em nível amarelo no mês de maio — após quase cinco meses em bandeira verde.
O principal motivo da mudança é a previsão de estiagem e a consequente queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, que hoje são responsáveis pela maior parte da geração de energia no país. Em situações assim, é necessário acionar as usinas termelétricas, cuja produção é mais cara, o que encarece o fornecimento de energia para toda a população.
Com a bandeira amarela, haverá um acréscimo de R$ 1,89 a cada 100 kWh consumidos, segundo a ANEEL.
Entenda o sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o sistema de bandeiras funciona como um semáforo, indicando a situação da geração de energia no Brasil:
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Verde: não há cobrança extra na tarifa;
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Amarela: acréscimo moderado, sinal de alerta;
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Vermelha (patamar 1 ou 2): aumento mais expressivo no valor da conta.
Desde dezembro de 2024, o país vinha operando sob bandeira verde, em um cenário considerado estável. Com a chegada da seca, esse equilíbrio pode se romper.
Hora de economizar
A ANEEL reforça que, mesmo com o acréscimo considerado baixo, hábitos conscientes de consumo fazem a diferença — tanto no bolso quanto na sustentabilidade do sistema elétrico.
Veja algumas dicas para economizar energia:
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Substitua lâmpadas incandescentes por LED;
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Evite banhos longos com chuveiro elétrico;
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Tire aparelhos da tomada quando não estiverem em uso;
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Utilize o ar-condicionado de forma racional, com portas e janelas fechadas;
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Mantenha a manutenção da geladeira em dia e evite abri-la com frequência.
“Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que é crucial manter bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”, destacou a agência.
