O Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) deram, nesta segunda-feira (24), um passo importante para consolidar uma cooperação técnica dedicada à detecção de adulterações em bebidas alcoólicas. A reunião entre a diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho, e o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, abre caminho para uma atuação conjunta que pode ampliar a proteção ao consumidor capixaba e fortalecer ações de saúde pública.
Letícia Coelho destacou que a Ufes reúne estrutura e expertise científica capazes de elevar o nível das análises realizadas no Estado.
“A Ufes é uma referência nacional. Seus laboratórios possuem técnicas avançadas e profissionais altamente qualificados. Essa parceria aproveita o que temos de melhor no Espírito Santo”, afirmou.
A diretora-geral explicou ainda que a detecção de adulterações é essencial tanto para a defesa dos consumidores quanto para a garantia de um mercado mais justo:
“Quando há adulteração, alguém vende mais barato às custas de quem age dentro da lei. Nosso papel é proteger o cidadão e assegurar concorrência leal.”
O reitor Eustáquio de Castro reforçou a importância estratégica da aproximação institucional. Segundo ele, a conversa começou centrada na prevenção de intoxicações por metanol – problema recorrente em bebidas clandestinas – mas rapidamente avançou para a possibilidade de cooperações mais amplas.
“Essas instituições públicas têm compromisso direto com o interesse coletivo. Vimos que a parceria pode ir além das análises de metanol. A Ufes pode contribuir com o Procon-ES em várias áreas relacionadas ao consumidor”, pontuou.
Também participaram da reunião o diretor de Fiscalização do Procon-ES, Fabrício Pancotto; o diretor de Relações Interinstitucionais da Ufes, Gustavo Cardoso; e o diretor do Instituto de Tecnologia da Ufes (Itufes), Patrício Pires.
O que você precisa saber (POS BOX)
Procon-ES e Ufes discutem cooperação para identificar adulterações em bebidas alcoólicas.
Laboratórios da Ufes poderão realizar análises avançadas para detecção de substâncias como metanol.
Parceria visa proteger o consumidor, reforçar a saúde pública e combater a concorrência desleal no mercado.
Instituições estudam ampliar a cooperação para outras áreas de defesa do consumidor.
A iniciativa fortalece o papel do Estado na fiscalização de produtos e prevenção de riscos.
