Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) busca preservar e valorizar o beijú de Conceição do Muqui, distrito de Mimoso do Sul, como expressão da identidade cultural capixaba. De autoria do deputado Callegari (DC), o PL nº 657/2025 reconhece a iguaria como de relevante interesse gastronômico e cultural.
Diferente do beijú de tapioca, o beijú de Muqui é preparado com trigo, gordura de porco, sal e água. Segundo o autor, a receita tem origem europeia, trazida por imigrantes italianos e san-marinenses, e se incorporou ao cotidiano local ao longo do século XX, atravessando gerações e mantendo técnicas artesanais.
Mais do que alimento, o prato é símbolo de memória afetiva, identidade e resistência cultural. A tradição se renova anualmente no Festival do Beijú, que movimenta a comunidade, atrai visitantes e fortalece o calendário cultural do distrito. Para Callegari, o reconhecimento legal cria bases para políticas de preservação, promoção turística e valorização de produtores locais.
O projeto seguirá para análise das comissões de Justiça, Cultura, Turismo e Finanças da Ales. A expectativa é que o reconhecimento estimule a economia criativa e consolide o Sul capixaba como destino de turismo cultural e gastronômico.
O que você precisa saber
Projeto: PL nº 657/2025
Autor: deputado Callegari (DC)
O que reconhece: beijú de Conceição do Muqui
Onde: distrito de Conceição do Muqui, em Mimoso do Sul
Diferencial: receita à base de trigo e gordura de porco
Impacto esperado: preservação cultural, turismo e economia criativa

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