Uma megaoperação da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada nesta terça-feira (5), revelou um esquema bilionário de falsificação e comercialização clandestina de anabolizantes, emagrecedores e outros medicamentos controlados. Segundo as autoridades, a quadrilha movimentou R$ 25 milhões em cinco anos, vendendo produtos sem prescrição médica e sem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Ao todo, estão sendo cumpridos 120 mandados judiciais, entre 85 de busca e apreensão e 35 de prisão, em São Paulo e em outros 11 estados brasileiros, incluindo o Espírito Santo. A ação contou com o apoio de 255 equipes policiais, mobilizadas para atingir diversos alvos espalhados por capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior.
Fábrica clandestina e vendas sem controle
As investigações, conduzidas pela 1ª Central Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), identificaram uma verdadeira indústria clandestina de medicamentos, operada por uma empresa sem qualquer autorização sanitária.
O delegado Ronald Quene, responsável pela operação, afirmou que os produtos eram vendidos diretamente a pessoas físicas, sem exigência de receita médica. "Estamos falando de medicamentos potencialmente perigosos, produzidos sem controle, sem formulação adequada e com risco real à saúde pública", destacou o delegado.
A quadrilha atuava de forma estruturada, com canais de distribuição por todo o país. Entre os estados alvos da operação estão Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Amazonas, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Riscos à saúde e crime organizado
Além de infringir as normas sanitárias, a comercialização desses produtos representa grave risco à saúde pública, já que substâncias anabolizantes e emagrecedores, quando mal administradas, podem provocar danos irreversíveis ao organismo, incluindo problemas cardiovasculares, hepáticos e hormonais.
A operação também investiga o envolvimento da quadrilha com outros crimes, como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o material apreendido será periciado e os alvos responderão judicialmente.
📌 O que você precisa saber
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Quadrilha movimentou R$ 25 milhões em cinco anos vendendo medicamentos falsificados.
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Produtos como anabolizantes e emagrecedores eram vendidos sem receita médica e sem autorização da Anvisa.
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Mais de 100 mandados judiciais foram cumpridos em 12 estados, incluindo o Espírito Santo.
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A operação foi coordenada pela Polícia Civil de SP, com apoio nacional.
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255 equipes policiais participaram da ação.
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O caso envolve crimes de falsificação, lavagem de dinheiro e risco à saúde pública.
