Um registro considerado raro por pesquisadores chamou a atenção para a importância do Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), localizado em Atílio Vivácqua, no Sul do Espírito Santo. Durante atividades de monitoramento da fauna realizadas no dia 21 de maio, uma família de macacos guigós, também conhecidos como sauás, foi observada em uma área da Unidade de Conservação.
As imagens registraram um casal acompanhado por três filhotes, uma composição familiar pouco comum de ser observada na natureza. O flagrante foi realizado pela pesquisadora Paloma Santos, coordenadora do Projeto Preguiça, desenvolvido pelo Instituto Tamanduá, que atua no monitoramento da fauna silvestre em diferentes regiões do Espírito Santo.
Segundo a pesquisadora, o registro possui grande relevância científica e ambiental. Além da dificuldade natural de observação da espécie, os guigós possuem hábitos discretos e vivem predominantemente nas copas das árvores, o que torna encontros como esse bastante incomuns.
“O registro é extremamente raro por mostrar um casal acompanhado de três filhotes. Eles estavam despertando e ainda era possível observar as caudas enroladas. Isso demonstra o importante papel da Serra das Torres como refúgio para a fauna silvestre da Mata Atlântica”, destacou Paloma Santos.
A espécie registrada na região é o Callicebus personatus, popularmente conhecido como guigó ou sauá. O primata está classificado como Vulnerável à extinção pelas principais instituições de conservação ambiental, incluindo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e listas oficiais de espécies ameaçadas do Espírito Santo.
O monitoramento que possibilitou o registro faz parte das ações do Projeto Preguiça, que utiliza drones térmicos para localizar e acompanhar a população da preguiça-de-coleira. A tecnologia também permite identificar outras espécies da fauna local, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade presente na região.
Para a gestão do Monumento Natural Estadual Serra das Torres, o registro reforça a necessidade de investimentos contínuos em pesquisa, monitoramento e conservação ambiental. O uso de novas tecnologias tem se mostrado uma importante ferramenta para o acompanhamento das espécies e para a formulação de estratégias de preservação dos ecossistemas capixabas.
O que você precisa saber
• Uma família de macacos guigós foi registrada no Monumento Natural Estadual Serra das Torres, em Atílio Vivácqua;
• O grupo era formado por um casal e três filhotes, situação considerada rara pelos pesquisadores;
• O registro foi realizado pela pesquisadora Paloma Santos, do Instituto Tamanduá;
• A espécie observada é o Callicebus personatus, conhecido como guigó ou sauá;
• O primata está classificado como Vulnerável à extinção;
• O monitoramento é realizado com apoio de drones térmicos utilizados pelo Projeto Preguiça;
• O avistamento reforça a importância da Serra das Torres como refúgio para a biodiversidade da Mata Atlântica;
• Pesquisadores destacam a relevância da tecnologia para a conservação e proteção da fauna silvestre.

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