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Sábado, 14 de Março 2026

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Segurança pressiona governo por reajuste amplo e denuncia “abismo salarial” entre carreiras no ES

Servidores lotam plenário da Assembleia e cobram que valorização alcance todas as categorias da segurança pública, não apenas altos postos

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Segurança pressiona governo por reajuste amplo e denuncia “abismo salarial” entre carreiras no ES
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O Plenário Dirceu Cardoso, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, ficou completamente lotado nesta terça-feira (10) durante a primeira reunião ordinária de 2026 da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado. Representantes de sindicatos e associações de policiais militares, bombeiros, policiais civis, policiais penais e militares da reserva se uniram em um coro: a valorização salarial precisa contemplar todas as carreiras da segurança pública.

O principal ponto de insatisfação é a possibilidade de o governo estadual encaminhar projetos de reestruturação organizacional e equiparação salarial que beneficiem apenas algumas carreiras, especialmente oficiais de altas patentes. Para os servidores, isso aprofunda desigualdades históricas dentro das corporações.

“O governo socialista não pode promover concentração de renda. Ele tem que promover distribuição de renda”, afirmou Emerson Luiz Santana, representante da Associação de Bombeiros Militares do Espírito Santo.

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Militares falam em “abismo salarial”

Representantes de associações de praças e militares da reserva afirmaram que as propostas em discussão tendem a privilegiar apenas o topo da hierarquia, deixando de fora a base operacional — justamente onde está a maior parte do efetivo que atua diretamente nas ruas.

Segundo os participantes, a falta de equilíbrio nas reestruturações amplia o “abismo salarial” entre policiais e bombeiros que exercem funções semelhantes, mas recebem remunerações muito diferentes.

Polícia Civil cobra valorização após acúmulo de funções

Entre os policiais civis, a principal queixa é a unificação de carreiras (escrivão, agente e investigador), que resultou em aumento de atribuições sem reajuste proporcional.

O presidente da Associação dos Oficiais Investigadores de Polícia, Thomaz Altoé, destacou ainda a necessidade de criação de auxílio-saúde ou mecanismo semelhante, já que os militares contam com atendimento próprio no Hospital da Polícia Militar, enquanto os civis não possuem estrutura equivalente.

O presidente da comissão, Delegado Danilo Bahiense, reconheceu a legitimidade das reivindicações.

“Esses policiais tiveram um aumento de atribuições e não tiveram nenhum reajuste. O que eles querem hoje é diálogo”, afirmou, acrescentando que levará o tema ao Executivo.

Também participaram da reunião os deputados Coronel Weliton e Denninho Silva, além de Mazinho dos Anjos, de forma remota.

O clima do encontro deixou claro que a pressão das categorias deve se intensificar nas próximas semanas, com expectativa de abertura de negociação formal com o governo.

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Servidores da segurança pública lotaram plenário da Ales

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Crítica principal: propostas beneficiariam apenas altos postos

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