📅 VITÓRIA (ES) — 24 de outubro de 2025
O combate ao mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya — ganhou reforço no Espírito Santo. A Secretaria da Saúde (Sesa) ampliou o uso das armadilhas de oviposição, conhecidas como ovitrampas, uma ferramenta de vigilância e monitoramento que já é utilizada em 34 municípios capixabas e deve chegar a todo o Estado nos próximos meses.
A metodologia, desenvolvida pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde, permite identificar as áreas com maior presença do vetor por meio da contagem de ovos depositados nas armadilhas. O investimento da Sesa neste ano foi de R$ 211 mil, destinados à compra de 50 mil kits compostos por pote, palheta, clipe metálico e levedo de cerveja em pó — utilizado como atrativo para as fêmeas do mosquito.
“A ovitrampa traz como proposta o monitoramento do vetor no território e é uma excelente estratégia, mesmo em municípios com baixo número de agentes de endemia. Ela orienta ações mais assertivas e mostra onde há maior densidade de ovos”, explicou Roberto Laperriere, chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental da Sesa.
🦟 Tecnologia simples, impacto estratégico
Implantada em abril de 2024, a estratégia tem se mostrado eficiente e de baixo custo, oferecendo dados fundamentais para que as vigilâncias municipais possam direcionar esforços às áreas de maior risco.
O monitoramento é realizado de forma semanal: as palhetas de coleta são retiradas após sete dias, analisadas e substituídas. Os resultados são inseridos em um sistema georreferenciado por meio de um aplicativo desenvolvido pela Fiocruz, o que permite mapear e acompanhar a densidade do mosquito em tempo real.
“A implementação acontece de forma escalonada, alcançando gradualmente mais municípios. Paralelamente, capacitamos as equipes municipais para garantir o uso técnico e eficaz da metodologia”, acrescentou Laperriere.
🧭 Municípios participantes
Atualmente, 34 municípios realizam o monitoramento com ovitrampas, distribuídos nas quatro regiões de saúde do Espírito Santo:
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Norte: Barra de São Francisco, Conceição da Barra, Montanha, Pedro Canário, Ponto Belo, São Mateus e Nova Venécia.
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Central: Linhares, Marilândia, Pancas, Rio Bananal, São Gabriel da Palha, Sooretama, São Domingos do Norte e Vila Valério.
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Metropolitana: Afonso Cláudio, Aracruz, Fundão, Ibiraçu, Itaguaçu, Domingos Martins, Serra e Venda Nova do Imigrante.
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Sul: Cachoeiro de Itapemirim, Guaçuí, Iconha, Marataízes, Muniz Freire, Presidente Kennedy, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Mimoso do Sul e Rio Novo do Sul.
🧪 O que são as ovitrampas
As armadilhas fazem parte da Diretriz Nacional para a Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas, do Ministério da Saúde. Elas funcionam como potes atrativos para fêmeas do mosquito depositarem ovos. Após a coleta, os dados ajudam a identificar áreas críticas e direcionar ações para interromper o ciclo de reprodução do vetor.
📦 O que você precisa saber
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Estratégia: Ovitrampas (armadilhas de oviposição para Aedes aegypti)
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Municípios participantes: 34
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Investimento da Sesa: R$ 211 mil
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Kits adquiridos: 50 mil
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Coordenação: Fiocruz e Ministério da Saúde
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Objetivo: Mapear áreas de risco e direcionar ações de controle do mosquito
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Próximo passo: Expansão da estratégia para todos os municípios capixabas

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