BRASÍLIA / WASHINGTON – Representantes da indústria brasileira de rochas naturais desembarcam em Washington (EUA) nesta semana para uma série de articulações diplomáticas e institucionais contra a nova tarifa de importação imposta pelos Estados Unidos. A ação é liderada pela Centrorochas, com apoio do Sindirochas e da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer), e marca mais um passo estratégico na defesa da competitividade internacional do setor.
O evento na capital americana reunirá cerca de 20 participantes, incluindo representantes de empresas, membros da Embaixada, imprensa local e lideranças das entidades americanas parceiras. Já confirmaram presença na missão as empresas Cosentino, Emerstones, Magban, Milanezi Granitos e Santo Antonio, além do presidente da Anfacer, Maurício Borges.
“O setor está unido em torno de uma mobilização coordenada, com diálogo institucional no Brasil e no exterior. Nosso objetivo é mitigar os prejuízos causados por essa medida abrupta e preservar empregos, investimentos e a competitividade internacional das rochas brasileiras”, afirma Tales Machado, presidente da Centrorochas.
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Mobilização internacional após anúncio da tarifa
A iniciativa em Washington é um desdobramento direto das articulações internacionais iniciadas desde 9 de julho, data do anúncio oficial da nova tarifa. O objetivo da comitiva é apresentar argumentos técnicos, econômicos e diplomáticos que demonstrem os impactos negativos da medida para a cadeia produtiva brasileira, bem como sua incompatibilidade com os princípios do comércio internacional.
A Centrorochas tem mantido diálogo com entidades parceiras, como o NSI (EUA), Confindustria Marmomacchine (Itália), Assimagra (Portugal) e IMMIB (Turquia), reforçando uma atuação conjunta em defesa da previsibilidade e do livre comércio.
O setor de rochas naturais em números
A indústria brasileira de rochas naturais responde por cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o setor exportou US$ 1,26 bilhão, com crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos foram o principal destino, com compras que somaram US$ 710 milhões.
Já no primeiro semestre de 2025, o setor registrou recorde histórico, com US$ 426 milhões em exportações ao mercado americano — o que acentua ainda mais a preocupação com o impacto das novas tarifas sobre o desempenho futuro da balança comercial.
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A Revista Conexão seguirá acompanhando os desdobramentos da missão em Washington e reforça seu compromisso com a cobertura dos temas estratégicos da indústria brasileira.
