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Terça-feira, 28 de Julho 2026
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Super El Niño pode tornar verão 2026/2027 mais quente e seco no Espírito Santo

Defesa Civil alerta para aumento das temperaturas, risco de estiagem, incêndios florestais e impactos na agricultura caso o fenômeno permaneça até o início de 2027

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Super El Niño pode tornar verão 2026/2027 mais quente e seco no Espírito Santo
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O Espírito Santo poderá enfrentar um dos verões mais quentes dos últimos anos caso as projeções sobre o Super El Niño se confirmem. Estudos climáticos indicam que o fenômeno deve começar a influenciar o Estado a partir de agosto de 2026 e poderá permanecer ativo até os primeiros meses de 2027, elevando as temperaturas, reduzindo a disponibilidade de água e aumentando o risco de incêndios florestais.

Segundo a Defesa Civil Estadual, ainda é cedo para afirmar que haverá recordes históricos de calor, mas os modelos climáticos já apontam um cenário de atenção para os próximos meses.

Temperaturas podem ficar acima da média

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De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Benício Ferrari, as projeções indicam que agosto e setembro poderão registrar temperaturas em torno de 2°C acima da média histórica.

A principal preocupação está relacionada à possibilidade de o fenômeno permanecer durante os meses de janeiro, fevereiro, março e abril, período tradicionalmente mais quente no Espírito Santo.

Se isso ocorrer, aumenta a chance de o Estado registrar temperaturas excepcionalmente elevadas durante o verão.

Menos chuva e maior risco de seca

Além do calor intenso, o Super El Niño poderá reduzir a regularidade das chuvas em diversas regiões capixabas.

A estiagem prolongada tende a diminuir a disponibilidade de água para abastecimento, atividades rurais e manutenção dos ecossistemas, provocando impactos diretos sobre a agricultura e a produção agropecuária.

Embora episódios de chuva intensa ainda possam ocorrer, especialistas alertam que essas precipitações tendem a ser mal distribuídas, concentrando grandes volumes em poucos dias e sendo seguidas por longos períodos de tempo seco.

Agricultura e abastecimento em alerta

O aumento da temperatura acelera a evapotranspiração das plantas e reduz a disponibilidade hídrica no solo, tornando a irrigação ainda mais importante para a produção agrícola.

Segundo a Defesa Civil, o Norte do Espírito Santo, por conviver historicamente com períodos de estiagem, possui maior infraestrutura de armazenamento de água e sistemas de irrigação.

Já as regiões Sul e Serrana podem enfrentar maiores desafios caso o período seco se prolongue.

Incêndios florestais preocupam autoridades

Outro efeito esperado é o aumento do risco de incêndios em áreas de vegetação.

A combinação de altas temperaturas, baixa umidade do ar, poucos dias de chuva e vegetação ressecada cria condições favoráveis para a propagação do fogo.

As autoridades destacam, porém, que o El Niño não provoca incêndios diretamente. Na maioria dos casos, as queimadas têm origem em ações humanas, intencionais ou acidentais, sendo potencializadas pelas condições climáticas adversas.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Essa alteração modifica a circulação da atmosfera e influencia o comportamento das chuvas e das temperaturas em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

Quando ocorre de forma mais intensa, como no atual cenário projetado pelos especialistas, seus impactos tendem a ser mais expressivos, especialmente quando combinados ao aquecimento global.

📌 O que você precisa saber

• O Super El Niño deve começar a influenciar o Espírito Santo a partir de agosto de 2026.

• Estudos indicam que o fenômeno poderá permanecer ativo até o início de 2027.

• As temperaturas podem ficar cerca de 2°C acima da média já nos próximos meses.

• Caso persista durante o verão, há possibilidade de novos recordes de calor no Estado.

• A estiagem pode reduzir a disponibilidade de água, afetar a agricultura e favorecer incêndios florestais.

• Especialistas alertam que ainda podem ocorrer chuvas intensas, porém de forma irregular e mal distribuída.

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação

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