A partir de março de 2026, supermercados, atacarejos e hipermercados do Espírito Santo deixarão de funcionar aos domingos. A medida foi definida em convenção coletiva de trabalho firmada entre representantes dos trabalhadores do comércio e as empresas do setor, com vigência até outubro deste ano, quando será reavaliada.
O acordo, aprovado ainda em outubro de 2025, entra em vigor agora como período de experiência. A proposta busca atender a uma reivindicação histórica dos comerciários e, ao mesmo tempo, enfrentar a dificuldade dos empregadores em manter equipes completas aos fins de semana.
Segundo a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), a escassez de mão de obra tem sido um dos principais desafios do setor. A expectativa é que, com as lojas fechadas aos domingos, as escalas sejam reorganizadas e o atendimento durante a semana seja fortalecido.
“O pedido para não trabalhar aos domingos sempre esteve na pauta dos trabalhadores. Hoje, os empregadores também veem vantagem, porque está cada vez mais difícil garantir equipes completas nesses dias”, afirmou o vice-presidente da Acaps, Luiz Coutinho.
Inicialmente, o início da vigência estava previsto para outubro de 2025, mas foi adiado para março de 2026 devido ao aumento do consumo no fim de ano, impulsionado por datas como Natal, Ano Novo e pela temporada de verão.
A entidade orienta que os consumidores se organizem e façam compras antecipadas, principalmente durante o período de adaptação à nova rotina.
Caso a convenção não seja renovada após outubro, a regra deixa automaticamente de valer. Empresas que descumprirem o acordo e abrirem aos domingos poderão ser multadas. A exceção fica para pequenos comércios familiares, desde que não utilizem empregados.
📌 O que você precisa saber
Supermercados, atacarejos e hipermercados fecham aos domingos a partir de março
Medida vale até outubro de 2026, quando será reavaliada
Objetivo é atender reivindicação dos trabalhadores e reduzir problemas de escala
Consumidores devem antecipar compras
Descumprimento pode gerar multa
Pequenos comércios familiares podem abrir, sem uso de funcionários

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