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Sábado, 02 de Maio 2026

Polícia

Técnica de enfermagem sentia prazer ao matar pacientes na UTI, aponta investigação

Apuração da Polícia Civil indica que jovem de 22 anos atuava como comparsa em crimes cometidos no Hospital Anchieta, no Distrito Federal.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Técnica de enfermagem sentia prazer ao matar pacientes na UTI, aponta investigação
Divulgação / Redes sociais
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A investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal revelou um elemento ainda mais perturbador no caso das mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. De acordo com os investigadores, uma técnica de enfermagem de 22 anos demonstrava prazer psicológico ao participar das ações que resultaram na morte de pacientes internados.

A jovem é apontada como comparsa direta do principal suspeito, um técnico de enfermagem que já confessou ter aplicado substâncias letais em ao menos três vítimas. As conclusões constam em relatórios preliminares da investigação, que segue em andamento.

Participação ativa e comportamento preocupante

Segundo a Polícia Civil, a técnica não apenas tinha conhecimento das ações criminosas como atuava de forma consciente, auxiliando o colega durante os procedimentos ilegais dentro da UTI. Depoimentos, imagens internas e análises comportamentais indicam que ela demonstrava excitação emocional diante da piora clínica e da morte dos pacientes.

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Os investigadores destacam que o comportamento ultrapassa a omissão ou negligência profissional, configurando participação ativa e intencional nos crimes. A jovem teria acompanhado os episódios sem demonstrar empatia ou tentativa de impedir as ações.

Dinâmica dos crimes dentro da UTI

A apuração aponta que os crimes seguiam um padrão: os pacientes recebiam substâncias não prescritas ou em doses incompatíveis, provocando paradas cardiorrespiratórias. Em seguida, os profissionais simulavam tentativas de reanimação para dissimular a origem do óbito.

Em alguns casos, o acesso ao sistema interno do hospital foi feito de forma irregular, com uso indevido de senhas médicas para registrar procedimentos inexistentes nos prontuários.

Perfil psicológico sob análise

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a técnica apresentava traços de sadismo, condição psicológica caracterizada pelo prazer em causar sofrimento a terceiros. O perfil está sendo analisado por peritos criminais e pode embasar futuras medidas judiciais, inclusive pedidos de avaliação psiquiátrica.

As autoridades ressaltam que essa análise não substitui o julgamento criminal, mas ajuda a compreender a motivação e a dinâmica dos crimes.

Hospital colaborou com investigações

O Hospital Anchieta informou que os profissionais envolvidos foram demitidos imediatamente após a identificação de condutas atípicas e que colaborou integralmente com as autoridades, fornecendo imagens, prontuários e registros internos.

A instituição afirmou ainda que revisou protocolos de segurança, controle de acesso e monitoramento de áreas sensíveis, especialmente na UTI.

Crime gera alerta nacional

O caso provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre segurança do paciente, fiscalização de profissionais da saúde e controle em ambientes hospitalares de alta complexidade. Conselhos profissionais e autoridades sanitárias acompanham o caso de perto.

A investigação segue sob sigilo parcial e não está descartada a identificação de outras possíveis vítimas.

🟨 O que você precisa saber

  • Onde: Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF)

  • Quem: Técnica de enfermagem de 22 anos, investigada como comparsa

  • O que diz a polícia: Ela sentia prazer psicológico ao participar das mortes

  • Modus operandi: Aplicação de substâncias letais e simulação de reanimação

  • Situação atual: Suspeitos presos e investigação em andamento

  • Próximos passos: Análise pericial, conclusão do inquérito e responsabilização criminal

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