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Sábado, 14 de Março 2026

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UFRGS identifica RNA circular com potencial para detecção precoce do autismo

Descoberta pode abrir caminho para biomarcadores biológicos do Transtorno do Espectro Autista, hoje diagnosticado principalmente por critérios clínicos e comportamentais.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
UFRGS identifica RNA circular com potencial para detecção precoce do autismo
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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificaram uma molécula de RNA circular que pode, no futuro, contribuir para a detecção precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da instituição e divulgado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

A molécula analisada, chamada ciRS-7, apresentou níveis mais elevados em modelos animais com características associadas ao autismo. Diferentemente do RNA mensageiro tradicional, o RNA circular possui uma estrutura fechada em forma de anel, o que lhe confere maior estabilidade no organismo.

Por que a descoberta é relevante?

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Os RNAs circulares não atuam diretamente na produção de proteínas, mas exercem papel regulador sobre outros RNAs e genes, funcionando como moduladores de processos celulares. Essa característica faz com que sejam estudados como potenciais biomarcadores de doenças neurológicas.

Segundo os pesquisadores, a alta estabilidade dessas moléculas permite que sejam detectadas em fluidos biológicos, como o sangue, o que amplia as possibilidades de uso em exames laboratoriais menos invasivos.

Próximos passos da pesquisa

A próxima etapa do estudo prevê a análise do RNA circular ciRS-7 em amostras de pessoas com diagnóstico de TEA e também de indivíduos com outros transtornos do neurodesenvolvimento. O objetivo é verificar se o padrão identificado é específico do autismo ou se aparece em outras condições.

Atualmente, o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é realizado principalmente por meio de avaliações clínicas e comportamentais. A identificação de marcadores biológicos pode funcionar como ferramenta complementar, auxiliando na identificação mais precoce do transtorno e no planejamento de intervenções.

Os pesquisadores destacam, no entanto, que os resultados ainda são iniciais e que novas fases de validação científica serão necessárias antes de qualquer aplicação clínica.

O que você precisa saber

Instituição: UFRGS

Descoberta: RNA circular ciRS-7

Possível aplicação: biomarcador para detecção precoce do TEA

Status da pesquisa: fase experimental, ainda sem uso clínico

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