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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

Educação

Alunos viram cientistas da natureza em projeto inédito no ES

Iniciativa do Instituto Últimos Refúgios forma professores e envolve alunos do Ensino Fundamental na observação e registro da biodiversidade da Mata Atlântica

Cláudio Pazetto
Por Cláudio Pazetto
Alunos viram cientistas da natureza em projeto inédito no ES
Foto: Leonardo Merçon
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O Instituto Últimos Refúgios lançou o projeto Clube dos Observadores da Natureza, com foco em estimular a conexão entre estudantes da rede pública e a biodiversidade da Mata Atlântica. A proposta aposta na formação de professores e na criação de clubes escolares que incentivem o registro de fauna e flora em comunidades pouco exploradas, mas ricas em espécies.

Professores como multiplicadores

Segundo o fotógrafo de natureza Leonardo Merçon, fundador e diretor do Instituto, a estratégia é transformar educadores em multiplicadores de conhecimento. “Nosso intuito é torná-los protagonistas da transformação ambiental e cultural nas escolas e comunidades”, destacou.

A primeira fase do projeto consiste em encontros virtuais e presenciais com os docentes. Eles recebem treinamento em ecologia, técnicas de observação, ciência cidadã e uso da plataforma iNaturalist, sempre alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

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Alunos no protagonismo

Após a capacitação, cada professor pode formar seu próprio Clube de Observação da Natureza. Com autonomia, definem áreas de observação, atividades e estimulam os alunos dos 7º, 8º e 9º anos a participarem ativamente.

A fase seguinte leva os grupos a atividades práticas de campo, com apoio técnico e metodológico do Instituto. O foco está no registro fotográfico e científico da biodiversidade local, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a valorização dos territórios.

Mobilização comunitária

Outra frente prevista é a realização de ações de Bioblitz — mobilizações em datas temáticas em que alunos, professores, familiares e moradores registram espécies em seus quintais e áreas de vivência. Os clubes escolares atuam como núcleos dessa rede de participação.

A expectativa é que os clubes se tornem permanentes, com encontros regulares e integração do tema às demais disciplinas escolares. Para Merçon, a iniciativa representa a união entre educação ambiental e ciência cidadã em uma abordagem prática e inclusiva: “Inspirando pessoas, promovemos mudanças”.

📌 O que você precisa saber

  • Formação de professores: docentes da rede pública recebem capacitação em ecologia e ciência cidadã.

  • Alunos envolvidos: estudantes dos 7º ao 9º ano formam clubes de observação em suas escolas.

  • Tecnologia aliada: uso do aplicativo iNaturalist para registros da fauna e flora.

  • Prática no campo: saídas guiadas para registro fotográfico e científico da biodiversidade local.

  • Mobilização comunitária: ações de Bioblitz envolvem familiares e moradores no monitoramento ambiental.

  • Objetivo: tornar os clubes permanentes e integrar o tema da biodiversidade ao currículo escolar.

  • Mais informações para a imprensa:

    Tríade Comunicação

    Denise Klein – (27) 99253-6191

    deniseklein@triadecomunicacao.com.br

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