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Terça-feira, 17 de Março 2026

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Arranjos Produtivos entra na 3ª fase e aposta no crédito de carbono como nova fonte de renda no campo

Projeto da Assembleia Legislativa do Espírito Santo amplia atuação para 35 municípios e passa a orientar agricultores familiares sobre mercado verde e redução de emissões.

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Arranjos Produtivos entra na 3ª fase e aposta no crédito de carbono como nova fonte de renda no campo
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No terceiro ano de execução, o Projeto Arranjos Produtivos passa a incorporar um novo eixo estratégico: o crédito de carbono. A iniciativa, desenvolvida pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo, mantém o foco na diversificação da produção e no fortalecimento da agricultura familiar, mas agora também orienta pequenos produtores a estruturarem projetos capazes de reduzir a emissão de gás carbônico, conciliando preservação ambiental e geração de renda.

Para o presidente da Ales, Marcelo Santos, a inclusão do tema reflete a evolução natural do projeto. “O Arranjos Produtivos cresce porque funciona. Ele avançou porque soube escutar o campo e compreender que novas agendas já fazem parte do cotidiano das comunidades. O crédito de carbono entrou não como tendência, mas como uma necessidade real para o homem e a mulher do campo”, afirmou.

Marcelo também destacou a importância da capacitação técnica como forma de proteger os produtores. Em entrevista recente à TV Ales, alertou para golpes no setor: “Tem muito picareta roubando o crédito que é do agricultor, pela inocência dele. Acaba ele entregando isso para terceiros”.

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Orientação técnica e expansão do projeto

Desde 2025, o tema vem sendo trabalhado em seminários e palestras em municípios como Jerônimo Monteiro, Anchieta, Conceição do Castelo, São Domingos do Norte, Nova Venécia, Jaguaré e Conceição da Barra. Para 2026, o projeto será ampliado e passará a alcançar 35 municípios, fortalecendo ainda mais a rede de atendimento.

Os técnicos do Arranjos Produtivos orientam os produtores sobre como desenvolver projetos aptos a gerar créditos de carbono, por meio de práticas como:

Uso responsável e conservacionista do solo

Reflorestamento e recuperação de áreas degradadas

Manejo sustentável da propriedade

Essas ações podem resultar em compensações financeiras anuais aos agricultores, dentro das regras do mercado ambiental.

Quem pode acessar

Mesmo quem não integra diretamente o Arranjos Produtivos pode buscar esse mercado, desde que cumpra alguns requisitos básicos, como possuir Cadastro Ambiental Rural (CAR) da propriedade, emitido pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), e não ter realizado queimadas nos últimos cinco anos, entre outros critérios.

A secretária da Casa dos Municípios da Ales, Joelma Costalonga, anunciou nova formação de técnicos ainda em fevereiro. “O homem e a mulher do campo têm direito a isso: cuidar da sua propriedade, cuidar do carbono que ela produz ali e ter acesso ao valor que é repassado para eles por ano”, destacou.

O que você precisa saber

Projeto: Arranjos Produtivos (3ª fase)

Novo foco: crédito de carbono

Abrangência em 2026: 35 municípios

Público-alvo: agricultores familiares e pequenos produtores

Objetivo: aliar preservação ambiental e geração de renda

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