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Terça-feira, 06 de Outubro 2026
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Calor exige atenção redobrada com vacas leiteiras durante o El Niño

Nutrição adequada, oferta permanente de água, sombra e ventilação ajudam a reduzir o estresse térmico e seus impactos sobre o bem-estar, a reprodução e a produção de leite

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Calor exige atenção redobrada com vacas leiteiras durante o El Niño
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Com a chegada dos meses mais quentes, o produtor de leite precisa ficar atento ao comportamento do rebanho. Respiração acelerada, boca aberta, salivação excessiva, maior permanência em pé e procura frequente por sombra e água estão entre os sinais de que as vacas podem estar sofrendo com o estresse térmico.

A atenção ganha importância diante da perspectiva de temperaturas elevadas nos próximos meses. Segundo informações apresentadas pela MCassab Nutrição e Saúde Animal, com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o cenário associado ao El Niño pode intensificar as condições de calor em diferentes regiões do país.

Na pecuária leiteira, os efeitos podem surgir antes mesmo de o produtor perceber uma redução significativa no volume de leite.

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Menos alimento, menos leite

Quando submetidas ao calor excessivo, as vacas tendem a reduzir o consumo de alimentos. Essa mudança interfere diretamente na quantidade de nutrientes disponíveis para manutenção do organismo e produção.

Segundo Alex Scariot, coordenador técnico de leite da MCassab Nutrição e Saúde Animal, o estresse térmico pode provocar queda na produção e nos teores de gordura e proteína do leite, além de afetar a reprodução e contribuir para problemas sanitários, como mastite e alterações de casco.

“A vaca passa a gastar mais energia para tentar se resfriar e o organismo prioriza a manutenção da temperatura corporal. A produção, com isso, é prejudicada”, explica.

O comportamento do animal é, portanto, uma das primeiras ferramentas de observação disponíveis na propriedade. Alterações na respiração, no consumo de alimento e na busca por locais mais frescos podem indicar a necessidade de ajustes no manejo.

Água, sombra e ventilação

Algumas medidas relativamente simples podem ajudar a diminuir os efeitos das altas temperaturas. A oferta permanente de água limpa e fresca está entre as principais.

Sombra e ventilação adequada também são importantes para reduzir a exposição ao calor. Outra estratégia é concentrar o fornecimento de alimentos nos períodos mais frescos do dia e diminuir o tempo em que os animais permanecem sob o sol, especialmente antes da ordenha.

O produtor também pode acompanhar o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), indicador que considera a combinação entre temperatura e umidade do ar para avaliar as condições de conforto térmico do rebanho.

Alimentação precisa acompanhar o período de calor

O manejo nutricional se torna mais desafiador quando as vacas diminuem o consumo. Mesmo ingerindo menor quantidade de alimento, os animais precisam receber os nutrientes necessários para manutenção e produção.

De acordo com Scariot, dietas com maior densidade nutricional, fibras de boa digestibilidade e atenção ao fornecimento de minerais, como sódio e potássio, podem integrar a estratégia nutricional durante os períodos de calor.

A MCassab também indica o suplemento Fresh Cow para situações de estresse térmico. Segundo a empresa, o produto contém bicarbonatos de sódio e potássio, leveduras com ação probiótica e alcaloides. A utilização de suplementos, assim como outros ajustes na dieta, deve considerar as características do rebanho e o planejamento nutricional da propriedade.

Para o especialista, o produtor não deve esperar uma queda acentuada na produção para começar a agir.

“Não é preciso esperar que o estresse seja intenso para agir. Ao perceber os primeiros sinais, o produtor já pode fazer os ajustes necessários”, afirma Scariot.

Prevenção começa pela observação do rebanho

O enfrentamento do calor passa por um conjunto de medidas, e não por uma ação isolada. Disponibilidade de água, áreas sombreadas, ventilação, horários de alimentação, qualidade da dieta e acompanhamento do comportamento dos animais precisam ser avaliados em conjunto.

A observação diária ganha importância porque permite identificar alterações antes que os efeitos do estresse térmico se tornem mais severos e comprometam o desempenho produtivo e reprodutivo.

O que você precisa saber

  • Sinais de estresse térmico: respiração acelerada, boca aberta, salivação e procura frequente por água e sombra.

  • Possíveis impactos: redução do consumo de alimento e da produção de leite, alterações nos teores de gordura e proteína e prejuízos à reprodução.

  • Cuidados essenciais: água limpa e fresca, sombra, ventilação e menor exposição ao sol.

  • Alimentação: priorizar horários mais frescos e ajustar a dieta às necessidades do rebanho.

  • Monitoramento: observar diariamente os animais e agir desde os primeiros sinais de desconforto.

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