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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
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Política

Comissão aprova uso de câmeras urbanas para fiscalizar medidas protetivas da Lei Maria da Penha

O projeto continua em análise na Câmara dos Deputados

Conexão ES Redação
Por Conexão ES Redação
Comissão aprova uso de câmeras urbanas para fiscalizar medidas protetivas da Lei Maria da Penha
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
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Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Adriana Accorsi: eficácia das medidas depende da identificação rápida de situações de descumprimento

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera a Lei Maria da Penha para criar mecanismos de monitoramento urbano integrado. O objetivo é utilizar tecnologias de vigilância já existentes nas cidades, como câmeras e sensores, para prevenir e reprimir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

O Projeto de Lei 1045/26, do deputado Alfredinho (PT-SP), permite que a infraestrutura de segurança urbana — que inclui sistemas de reconhecimento facial, leitura de placas de veículos e biometria — seja usada para identificar o descumprimento de ordens judiciais.

Modernização A relatora, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), defendeu a aprovação da medida e afirmou que a iniciativa moderniza a fiscalização das medidas protetivas.

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“A eficácia dessas medidas depende da capacidade do Estado de identificar com rapidez situações de descumprimento. No modelo atual, essa capacidade repousa quase exclusivamente sobre a vigilância da própria vítima e sobre o acionamento posterior da polícia”, explicou a relatora. “Trata-se, portanto, de modelo reativo, no qual a resposta estatal frequentemente ocorre apenas após a consumação da agressão”, concluiu.

Adriana Accorsi observou ainda que a infraestrutura tecnológica das cidades hoje é subutilizada para a proteção da mulher. Na avaliação dela, a integração proposta permitirá que a aproximação do agressor monitorado a perímetros de restrição seja detectada não apenas pelo dispositivo individual, mas também pela infraestrutura urbana.

Alertas O texto estabelece que o juiz poderá determinar o cadastro da medida protetiva em sistema integrado de segurança e definir perímetros geográficos de restrição. O sistema poderá emitir alertas automáticos para que a polícia adote providências imediatas caso o agressor se aproxime da vítima.

A proposta também garante o respeito à privacidade e à proteção de dados pessoais. Os dados coletados deverão ser usados exclusivamente para prevenir a violência e proteger as vítimas.

O texto prevê ainda apoio técnico e financeiro da União para a implementação dos sistemas integrados de monitoramento urbano por estados e municípios. “Sem fomento federal, as desigualdades regionais na capacidade de investimento em tecnologia de segurança pública tenderiam a produzir efeitos protetivos heterogêneos”, considerou Adriana Accorsi.

Próximos passos A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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